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Deputado estadual de Macaé questiona na Alerj número excessivo de radares em estradas de acesso à região

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) discutiu nesta quarta-feira, 8, através de suas comissões de Transportes e de Turismo, o exagerado número de radares nas rodovias estaduais de acesso à Região dos Lagos e ao Norte Fluminense.

Entre os representantes da região, o deputado estadual de Macaé, Welberth Rezende (PPS), presidente da Comissão de Turismo, lembrou que a implantação dos pardais trazem impacto na redução do fluxo turístico, e salientou que muitos estão localizados em áreas consideradas de risco, com um alto índice de criminalidade.

O evento contou com a presença de representantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) e do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ). Durante os debates, as comissões também pediram um estudo técnico dos órgãos responsáveis que justifiquem a instalação dos redutores de velocidade e cobraram os métodos para a homologação, aferição e os laudos dos equipamentos.

Durante os debates, Welberth observou ainda que há radares com pouca visibilidade, e questionou os objetivos da colocação de um número tão excessivo de pardais sem preocupações educativas em suas colocações.

“Na região entre Unamar [distrito de Cabo Frio] e Barra de São João [distrito de Casimiro de Abreu], o pardal fica num poste atrás de um coqueiro. A pessoa que passa pela primeira vez ali, vai ser multada. Se o caráter do radar não é arrecadatório, mas educativo, porque não colocar uma placa antes?”, examinou Welberth.

Os parlamentares presentes na audiência destacaram ainda a existência de uma lei estadual, de autoria do deputado Dionísio Lins (PP), que preside a Comissão de Transportes, que não permite a instalação de radares nas áreas com alto risco de criminalidade.

Vice-presidente da Comissão de Turismo e residente de Maricá, a deputada Zeidan (PT), informou que já solicitou à Secretaria de Segurança a mancha criminal da região onde estão os radares, principalmente de locais em que ocorrem os assaltos mais violentos e nos quais os motoristas são obrigados a reduzir a velocidade.

Como sugestão ao representante do DER-RJ, Zeidan pediu que o órgão realize parcerias com os municípios para melhoria das estradas e defendeu a utilização dos royalties do petróleo para a construção de mais passarelas nessas localidades.

Outro morador de Maricá, o deputado Filippe Poubel (PSL) contou que é usuário assíduo e diário da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), queixando-se da falta de manutenção da estrada e também da quantidade de arrastões, reivindicando a necessidade de construir passarela nessas vias.

Representante do Ipem-RJ, Hugo Lima explicou às comissões que os radares passam por verificação e aferição, e adiantou que a informação pode ser constatada no site do órgão, além de destacar que a questão de segurança nas estradas não é competência do instituto.

Representando o DER-RJ, Raul Fânzeres se colocou à disposição das comissões para realizar novos estudos em relação aos radares implantados nas rodovias de acesso à Região dos Lagos.

Quanto à reivindicação de desligar ou retirar os pardais colocados nos locais onde ocorrem o maior risco de assalto, Fânzeres afirmou que o órgão está aberto a sugestões e que levará em consideração o que for mais importante, tanto para a segurança do cidadão quanto da viária.

O representante do DER-RJ justificou ainda a presença dos redutores ao longo destas vias por conta do traçado das estradas e também da ocupação desordenada no limite das pistas, áreas onde há registros de muitos atropelamentos, alegando que se as vias tiverem uma boa estrutura de pavimentação, acostamento, divisórias e passarelas, é possível retirar os redutores de velocidade.

“A gente tem que implantar essas condições para diminuir o número de vítimas e de acidentes”, concluiu Raul Fânzeres.


 

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