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Depois de sucesso no pós-sal, leilões do pré-sal geram grande expectativa em Macaé e região

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Segundo avaliações da prefeitura, bacias de Campos e Santos devem ter as áreas mais disputadas

Nesta sexta-feira, 27, a cidade de Macaé, bem como as demais cidades da região, estarão ligadas nas informações que vierem do Rio de Janeiro. O motivo é mais uma rodada de leilões do petróleo, que acontecem nesta sexta na capital fluminense.

Depois da rodada dos blocos exploratórios, que confirmou o protagonismo da Bacia de Campos, que arrecadou 3,6 bilhões de reais, aproximadamente 95% dos 3,84 bilhões de reais arrecadados na 14ª Rodada de Licitações, a cidade volta às atenções para mais duas rodadas de leilão, dessa vez do pré-sal.

Considerado a “cereja do bolo” do setor pela Petrobras, o pré-sal deve elevar ainda mais a importância da Bacia de Campos, que vinha sendo alardeada pelos mais apocalípticos como decadente em relação à Bacia de Santos.

Segundo a Prefeitura de Macaé, um dos maiores atrativos do pré-sal das duas bacias, de Campos e Santos, seria a capacidade de produzir 40 mil barris de petróleo por dia, e isso em apenas um poço.

Os leilões, realizados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), oferecerão 8 lotes localizados nas duas bacias dentro da 2ª e 3ª Rodada de Partilha do pré-sal, todos com expectativa de serem arrematados, de acordo com o governo municipal de Macaé.

Na 2ª Rodada, estão em disputa 4 áreas conhecidas e adjacentes a campos ou prospectos cujos reservatórios se estendem para além da concessão. Já na 3ª Rodada, serão oferecidos lotes ainda não explorados, que precisam ser estudados.

Entre as áreas da 2ª Rodada, estão Norte de Carcará, Sul de Gato do Mato, Entorno de Sapinhoá, Sudoeste de Tartaruga Verde, enquanto que, na 3ª Rodada, estão Pau Brasil, Perova, Alto de Cabo Frio Oeste, Alto de Cabo Frio Central.

A Prefeitura de Macaé informou ainda que, “segundo especulação do mercado”, as áreas da 2ª Rodada devem ser as mais disputadas por serem áreas já consolidadas.
Para o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Gustavo Wagner, as rodadas, somadas às mudanças na regulamentação do setor, como a quebra do marco regulatório, dão novo fôlego ao setor de petróleo na Bacia de Campos.
“Percebemos que as ações destravam investimentos no setor e ajudam a implantar um novo ciclo de desenvolvimento e geração de emprego. Macaé tem todo o potencial para receber novos investimentos, incluindo a infraestrutura de serviços e a logística”, comentou Gustavo Wagner.

A quebra do marco regulatório desobrigou a Petrobras de ser operadora de pelo menos 30% dos campos de petróleo, abrindo a possibilidade para que a estatal, que sentiu financeiramente a crise internacional do setor e os escândalos de corrupção da Lava Jato, pudesse escolher em quais áreas quer investir.

Além de dar mais liberdade à Petrobras, a medida também permite que as gigantes internacionais do petróleo possam investir em áreas que não interessam a estatal brasileira.

Nesta sexta serão 16 empresas habilitadas pela ANP para entrar nas duas disputas, incluindo a britânica Shell, a chinesa CNOOC, a norte-americana ExxonMobil, a francesa Total, a norueguesa Statoil, a espanhola Repsol, entre outras.

A expectativa é de que os investimentos feitos durante as duas rodadas de leilão é de 100 bilhões de reais, segundo dados da ANP.

“Parte desses recursos será convertida em encomendas à indústria e em novos serviços pelos próximos 7 a 10 anos, com a geração de emprego e com o desenvolvimento das novas reservas”, analisou a prefeitura.

Empenhado em buscar medidas para geração de empregos na cidade, o Prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PMDB), destacou o avanço no setor de petróleo e gás, lembrando o impulso da venda de blocos do pós-sal, cujo resultado serviu de termômetro da atratividade do mercado brasileiro.

“Além disso, os campos que têm pré-sal na região irão produzir um óleo mais leve, com grande reconhecimento no mercado pela qualidade”, revelou o prefeito.

Tunan Teixeira

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