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De olho em revitalização dos campos maduros, empresa franco-britânica compra 3 campos da Petrobras na Bacia de Campos

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A empresa franco-britânica Perenco, que já contava com um acordo feito com a Petrobras em novembro de 2018, anunciou a compra da estatal dos campos de Pargo, Carapeba e Vermelho, na Bacia de Campos, no valor de 370 milhões de dólares, ou 1,4 bilhão de reais.

A informação foi publicada no site Click Petróleo e Gás na madrugada desta segunda-feira, 1 de julho, acrescentando que o acordo poderá significar um avanço para o mercado de campos maduros no Brasil.

“Estamos no Brasil para ficar pelo menos pelos próximos 20 anos, ou 30 anos. Enxergamos muito potencial no projeto de Pargo”, disse ao portal o gerente de operações da Perenco no Brasil, Guillaume Moulinier, que esteve na última quinta-feira, 27 de junho, n Brasil Offshore 2019, que terminou na última sexta-feira, 28, em Macaé.

Majoritária dos campos maduros no Brasil, a Petrobras tem concentrado seus esforços no pré-sal, tendo captado mais de 823 milhões de dólares, o equivalente 3,2 bilhões de reais, com vendas de ativos maduros.

Os campos de Pargo, Carapeba e Vermelho entraram em operação entre 1988 e 1989 e chegaram a produzir  juntos 97 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia em 1990, quando Pargo e Vermelho atingiram de o pico de produção, enquanto, em Carapeba, o auge foi em 1992, quando a produção combinada foi de 81 mil boe/dia.

A expectativa para a exploração dos campos de petróleo da Bacia de Campos tinha a previsão de vida útil de aproximadamente 30 anos, daí os nomes dos hoje chamados campos maduros, que teriam ou estariam perto de extinguir essa vida útil, como a produção média deste ano pode comprovar, na casa dos 3,6 mil boe/dia, uma queda de quase 95,6% em 30 anos.

A revitalização dos campos maduros, pauta abraçada pelo Prefeito de Macaé, Dr. Aluizio (sem partido) desde a Brasil Offshore 2017, seria justamente o uso de novas tecnologias, descobertas e desenvolvidas desde a previsão de exploração dos campos, no fim da década de 70, quando a Petrobras desembarcou em Macaé, e na Bacia de Campos, para ampliar o tempo de produção desses campos que, em tese, já teriam extinguido sua vida útil.

Segundo a reportagem da Click Petróleo e Gás, dos 150 poços de produção perfurados nos campos de Pargo, Carapebas e Vermelho, apenas 16 produziram em abril de 2019, reforçando o declínio de poços ativos desde o fim da década de 1990, tendo uma drástica perda a partir do ano de 2016 em diante.

Os campos teriam apenas 6 plataformas fixas produzindo, sendo 3 localizadas no campo de Vermelho, duas no de Carapeba e uma no de Pargo, todas unidades que operam desde o início da produção, há cerca de 30 anos.

O portal ressalta ainda que a Petrobras fez os primeiros poços em Pargo na década de 1970 e o auge da atividade na região foi na década de 1980, sendo os últimos poços de produção perfurados na região, no campo de Carapeba, em 1998. De lá para cá, a Petrobras fez algumas campanhas em Pargo e Carapeba com poços de exploração, sendo o último poço perfurado em 2011.

Desde 2017, com apoio de diversas empresas da indústria do petróleo, e até do ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, em esteve em Macaé em 2018, o prefeito Dr. Aluizio vem articulando junto ao governo federal pela revitalização dos campos maduros, algo cada vez mais próximo de se tornar uma realidade na região, gerando emprego e renda não apenas para Macaé, mas também para toda região, o Estado do Rio, e o país, já que a indústria de óleo e gás é responsável por 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, segundo dados de janeiro deste ano.

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