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Dados da Jucerja apresentam Campos e Macaé como as cidades da região que mais tiveram empresas abertas em 2019

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Em ranking disponível no site da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja), com dados sobre empresas constituídas em todos os 92 municípios do Estado nos últimos anos, as cidades da região do entorno da Bacia de Campos começam a se apresentar recuperação econômica e de geração de empregos.

Líder regional nesse quesito em 2012, 2014, 2015, 2017 e 2019, o município de Campos dos Goytacazes manteve a 6ª posição entre as cidades do Estado que mais tiveram empresas constituídas nos últimos anos, apresentando queda entre 2014 e 2017 e recuperação em 2019 em relação aos números de 2012, anteriores à crise internacional do petróleo, em meados de 2014.

Assim como aconteceu com todas as cidades da região, que tiveram seu pior ano na criação de novas empresas em 2015, Campos atingiu 1.303 empresas constituídas nesse ano, abaixo das 1.520 em 2012, e também das 1.504 em 2019.

Antes da crise internacional do petróleo, o município de Cabo Frio ocupava a 2ª posição da região e 9ª no ranking estadual, com Macaé em 3º na região e em 10º no Estado, mas as posições se inverteram em 2019, com Macaé apresentando crescimento maior do que o apresentado por Cabo Frio relação a 2012.

Enquanto Macaé saltou de 1.006 empresas constituídas em 2012, e chegou a estar com 900 em 2015, conseguindo uma recuperação expressiva em 2019, fechando o ano com 1.153, a vizinha Cabo Frio, que chegou a ter 830 empresas constituídas em 2015, ainda viu uma crescimento das 1.029 novas empresas em 2012 para as 1.074 em 2019.

O crescimento nos últimos 7 anos foi acompanhado por cidades como Araruama, que saltou de 38 em 2012 para 493 em 2019; Armação dos Búzios, que saltou de 275 em 2012 para 347 para 2019; e Arraial do Cabo, que saltou de 98 de 2012 para 156 em 2019; cidades que apesar dos recursos de royalties, não estão no centro da economia petrolífera do Estado do Rio.

Curiosamente, o município de São João da Barra, que viu o início das operações do Porto do Açu em meio à crise internacional do setor petrorrentista em 2014, teve 149 empresas constituídas em 2012 e apenas 96 em 2019, representando uma queda de quase 34%. Mas a maior queda do período foi a de Carapebus, que tinha 29 novas empresas em 2012 e fechou 2019 com apenas 15, representando uma queda de quase 50% em 7 anos.

As demais cidades da região apresentaram quedas menores, como Rio das Ostras (773 em 2012 para 710 em 2019), São Pedro da Aldeia (303 em 2012 para 295 em 2019), Casimiro de Abreu (150 em 2012 para 131 em 2019), Iguaba Grande (75 em 2012 para 53 em 2019), Quissamã (53 em 2012 para 52 em 2019), e Conceição de Macabu (49 em 2012 para 46 em 2019).

Em Campos, o setor que mais abriu empresas em 2019 foi o do comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios , seguido do setor de lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares, e do setor de restaurantes e similares.

Já em Macaé, o setor que mais abriu empresas no ano passado foi o de restaurantes, seguido pelos, de lanchonetes e de comércio varejista de vestuário, mesma ordem apresentada em Cabo Frio e Rio das Ostras, por exemplo.

Em Rio das Ostras, o setor de atividade odontológica aparece em destaque, na 4ª posição entre os setores que mais geraram novas empresas no município, enquanto que, em Cabo Frio, o setor hoteleiro aparece na 4ª posição.

Já em Armação dos Búzios, o setor que mais abriu empresas em 2019 foi o de hotéis, com destaque para o setor de agências de viagens, 4º colocado, e o setor de bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, sem entretenimentos, 7º na lista da Jucerja.

Em Macaé, o momento de retomada do principal setor econômico da cidade e da região, o setor de atividades de apoio à extração de petróleo e gás natural, fica mais claro quando analisados os números sobre os setores que mais abriram novas empresas no município.

Depois de não aparecer na lista da Jucerja sobre a constituição de empresas na cidade desde 2014, quando foi o setor responsável pela abertura de 14 novas empresas, no auge da crise do petróleo, o setor de óleo e gás só voltou a aparecer na lista em 2019, novamente com 14 novas empresas, e neste ano, já foi responsável pela abertura de duas novas empresas contabilizando apenas o mês de janeiro.

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