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Crise política se agrava em Casimiro de Abreu após pedido de afastamento do prefeito Paulo Dames

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Depois de pedir o afastamento do vice-prefeito de Casimiro de Abreu, Kinha (REPUBLICANOS), e do vereador Bitó (PSC), a desembargadora Katya Monnerat, do Grupo de Câmaras do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ), decidiu afastar também o prefeito da cidade, Paulo Dames (PSB), e os vereadores Rafael Jardim (PSB), e Bruno Miranda (PSB).

O chefe do Executivo e os parlamentares são acusados de se articularem criminosamente com o empresário Wender Veloso Pereira, o Careca do Gás, para comprar votos para reprovar as contas de 2016 do ex-prefeito do município, Antônio Marcos (PSC), com o objetivo de tornar o rival político inelegível.

A decisão foi tomada em denúncia oferecida pela Subprocuradoria-Geral de Justiça contra os 4 acusados pela suposta pratica de corrupção passiva, que teria envolvido outros vereadores do município.

“Registre-se que os denunciados Paulo Cezar Dames Passos, Rafael Jardim Pereira Ramos e Bruno Miranda encontram-se no exercício dos mandatos, respectivamente, de prefeito e de vereadores do município de Casimiro de Abreu. O que demonstra a existência de risco concreto de possível reiteração criminosa e de embaraço à atuação estatal. Em vista disso é imperiosa a necessidade de afastar tais agentes de suas respectivas funções públicas. Motivos pelos quais, com fulcro no Artigo 319, inciso VI, do Código de Processo Penal2, determino o afastamento do prefeito Paulo Cezar Dames Passos e dos vereadores, Rafael Jardim Pereira Ramos e Bruno Miranda, das respectivas funções públicas na prefeitura e na Câmara Municipal de Casimiro de Abreu”, concluiu a desembargadora em seu despacho.

O caso veio à tona após denúncias do vereador Neném da Barbearia (MDB), também afastado, à Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), em julho de 2018, em Neném alegava que Rafael Jardim e Bruno Miranda teriam tentado pagar o parlamentar do MDB para que ele faltasse à sessão que votou as contas de 2016 de Antônio Marcos.

Os afastamentos mais recentes agravam a crise político do município, já que o ex-prefeito também é alvo de denúncias por crimes de extorsão, associação criminosa e tráfico de influência, por ter, supostamente, formado um grupo de vereadores, para aprovar projetos de interesse de seu governo, além de contas públicas de sua administração.

Antônio Marcos chegou a ser preso preventivamente, mas conseguiu habeas corpus para deixar a prisão, concedida pela 2ª Câmara Criminal do TJRJ. Entre os vereadores que compunham a plenária da Câmara na gestão Antônio Marcos, estavam justamente, Kinha e Bitó, e os hoje ex-vereadores, João Medeiros (REDE), Odino Miranda (DC), Lázaro Mangifeste (PV), Juninho (PV) e Alessandro Pezão (PATRIOTA), este último preso e condenado a 36 anos de prisão por crime de peculato.

Caso permaneçam afastados, o presidente da Câmara, Lelei da Mamoraria (PSL), responderá pela prefeitura, e os suplentes Vitor de Doca (PSB), Tiago Magalhães (PSB), e Dadinho (PSC), assumirão as cadeiras, respectivamente, de Rafael Jardim, Bruno Miranda e Bitó.

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