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Confirmando intenção de concorrer nas eleições de 2020, vereador de Macaé reforça luta contra a redistribuição dos royalties

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O vereador Dr. Marcio Barcelos (MDB) comentou publicamente, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 20, as informações divulgadas pelo blog do jornalista André Cabral, no último dia 13, de que poderia vir candidato a prefeito nas próximas eleições municipais, em 2020.

Negando conhecer o jornalista, o vereador afirmou que pretende disputar as eleições do ano que vem, embora tenha despistado sobre uma possível intenção de concorrer à sucessão do atual prefeito, Dr. Aluizio (sem partido), que encerra seu 2º mandato à frente da prefeitura em 31 de dezembro de 2020, e estará impedido de disputar a reeleição.

“Eu sou candidato a tudo em Macaé. Sou candidato a prefeito, a vice-prefeito, a vereador. Queria deixar muito claro a todos os senhores que uma corrida eleitoral é uma maratona, não é uma corrida de 100 metros. Eu tenho espírito público para correr uma maratona. E já comecei a conversar, já procurei as pessoas que eu acho que eu tenho que conversar. Mas não quero jogar no lixo uma história na vida pública que eu construí”, comentou o Dr. Marcio Barcelos.

Usando do Grande Expediente da sessão da manhã desta terça-feira, o parlamentar emedebista também chamou a atenção para uma proposta do líder da oposição, vereador Maxwell Vaz (SOLIDARIEDADE), sobre um abaixo-assinado em prol de impedir a redistribuição dos royalties do petróleo.

“Essa Câmara foi de uma importância na redemocratização do nosso país. Teve um papel preponderante na redemocratização do nosso país. E depois, foi importantíssima na discussão da redistribuição dos royalties do petróleo. Essa LOA (Lei Orçamentária Anual) que nós viemos aqui ouvir a leitura, essa LOA pode estar seriamente comprometida com essa redistribuição dos royalties, e nós ficamos com o ônus dos impactos ambientais. Todos nós temos que estar comprometidos com os royalties. É fundamental a gente abraçar essa causa sim, e independente de partido, lutar por Macaé”, defendeu Dr. Marcio Barcelos.

A redistribuição dos royalties para estados e municípios não produtores de petróleo estará na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de novembro desse ano, e tem sido vista por entes políticos fluminenses como uma grande ameaça à saúde financeira do Estado do Rio e dos municípios produtores, principalmente no entorno da Bacia de Campos.

Na noite desta segunda-feira, 19, a Comissão de Petróleo e Energia da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes levou o tema à uma audiência pública, presidida pelo superintendente de Tecnologia e Inovação, Romeu e Silva Neto, que representou o prefeito Rafael Diniz (PPS).

“Eu entendo que a lei de redistribuição dos royalties é inconstitucional, pois desrespeita o princípio da isonomia, uma vez que dá compensação a municípios que não suportam os custos e os riscos da exploração e produção de petróleo e gás. Campos já enfrenta adversidades muito grandes, em função da queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional. Outra grande preocupação é a queda no volume de produção de petróleo, que também impacta negativamente a receita de royalties e participações especiais”, comentou Romeu.

Além do vereador de Macaé, Maxwell Vaz, a audiência pública contou com a presença do presidente da Câmara de Campos, Fred Machado (PPS), e dos vereadores campistas, Pastor Vanderly (PRB) e Josiane Morumbi (PRP), respectivamente, presidente e membro da Comissão de Petróleo e Energia da Câmara; além do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios Produtores de Petróleo na Câmara Federal.

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