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Comissão de Saúde da Alerj promove audiência virtual para debater aumento dos casos de coronavírus no Estado do Rio

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A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) realizou, nesta quinta-feira, 3, uma audiência pública virtual com a Secretaria Estadual de Saúde para avaliar o aumento de casos do coronavírus em todo o Estado.

A reunião foi solicitada pelos parlamentares para saber o que o governo estadual está fazendo para enfrentar o que pode ser uma 2ª onda da pandemia em território fluminense, com impactos no interior do Estado.

Em apenas 6 cidades da região do entorno da Bacia de Campos que vêm divulgando boletins diariamente com dados sobre a pandemia, são quase 30 mil casos confirmados da doença, com quase 900 mortes, segundo informações desta quinta-feira.

Os números são referentes aos dados divulgados pelas prefeituras de Campos dos Goytacazes, Casimiro de Abreu, Macaé, Quissamã, Rio das Ostras e São João da Barra, que, juntas, somam 29.577 casos confirmados e 883 mortes.

Sobre uma futura vacinação, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio informou que está seguindo o planejamento do governo federal, e que pretende imunizar, inicialmente, 109 milhões de pessoas de grupos de risco, chegando a 160 milhões no 1º semestre.

A previsão do governo estadual é de usar apenas vacinas fornecidas ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Ministério da Saúde, que, em reportagem do Jornal Nacional na noite desta quinta-feira, reforçou que qualquer vacina só será incorporada ao Plano Nacional de Imunização depois de aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Assim como fez o Ministério da Saúde fez na reportagem ao Jornal Nacional, que não descartou nenhuma vacina em estudo, mas revelou que, até agora, só fechou acordo para a compra de duas delas, a representante da Secretaria Estadual de Saúde do Rio na audiência virtual da Alerj deixou as possibilidades em aberto.

“Não descartamos, porém, a possibilidade de mudança [nesta decisão] e de pensarmos em outras parcerias”, destacou a subsecretária estadual de Vigilância em Saúde da pasta, Claudia Mello.

Os parlamentares e representantes de entidades do setor expuseram suas dúvidas quanto à condução do controle da pandemia, entre eles a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB), que demonstrou preocupação a respeito da abertura de novos leitos no Estado.

“Sabemos que a abertura de leitos demanda insumos e recursos humanos. A Fundação Saúde aponta para a contratação de médicos novamente como Pessoa Jurídica. Além disso, nos últimos meses, funcionários de hospitais estaduais deixaram de receber salário”, questionou a deputada.

Já o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT) avaliou o posicionamento das secretarias municipais e [da secretaria] estadual quanto a novas medidas de restrição social a serem adotadas, principalmente em relação às atividades escolares.

“São 9 meses sem atividades presenciais em escolas. É um quadro muito grave”, complementou o parlamentar que faz parte do Tribunal Misto do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ) que avalia o processo de impeachment do governador afastado Wilson Witzel (PSC).

Diante da grande quantidade de dúvidas e da complexidade do tema, a presidente da Comissão de Saúde, deputada estadual Martha Rocha (PDT) anunciou que o grupo voltará a se reunir na próxima quinta-feira, 10, às 10h, com o compromisso da Secretaria Estadual de Saúde em responder os questionamentos apresentados pelos deputados estaduais e pelos representantes das entidades presentes.

Além do mais novo secretário estadual de Saúde do Rio, Carlos Alberto Carvalho, nomeado no cargo no último dia 25 de setembro, participaram do encontro ainda o superintendente de Regulação da pasta, José Wilson; a coordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública do Estado (DPE-RJ), Thaisa Guerreiro; a subsecretária de Regulação do município do Rio, Claudia Lunardi; e o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado (SINMED-RJ), Alexandre Telles, entre outros.

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