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Com acordo para compra da vacina contra o coronavírus pelo Ministério da Saúde, Instituto Butantan vai cancelar acordos com municípios

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Em entrevista ao programa CNN 360°, na tarde desta quinta-feira, 14, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, revelou que todos os acordos com municípios fora do Estado de São Paulo para a compra de vacinas contra o coronavírus serão cancelados.

O comunicado deve ser feito com os 184 municípios, entre eles Macaé e São João da Barra, interessados na compra das vacinas desenvolvidas em parceria entre o instituto paulista e a farmacêutica chinesa Sinovac Biontech.

Com o cancelamento dos acordos, a expectativa agora é de que a vacina Coronavac seja distribuída aos estados, que repassarão aos municípios, não mais de forma direta, como previam os acordos, mas sim segundo orientações do Ministério da Saúde.

De acordo com o presidente do Instituto Butantan, todas as doses da vacina serão entregues ao Ministério da Saúde, assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial ou o registro da vacina.

A previsão é de que, neste domingo, 17, a Anvisa discuta o pedido para que 6 milhões de doses da vacina tenham a autorização de uso para grupos específicos no país, liberando o início do Plano Nacional de Imunizações (PNI) assim que o acordo for fechado com o Ministério da Saúde.

“O critério é populacional. Todos os estados vão receber da mesma maneira. O acordo com os municípios era para o caso de o Ministério se recusar a comprar a vacina, mas como firmamos a parceria, isso não vai acontecer”, lembrou Dimas Covas ao programa da CNN.

Entre os municípios que terão os acordos cancelados estão Macaé e São João da Barra, que ainda em 2020, assinaram termos de interesse na compra de doses das vacinas e chegaram até mesmo a anunciar o início da vacinação para grupos específicos neste mês de janeiro.

Em contato com o Instituto Butantan, a CNN explicou que os 184 municípios são de fora do Estado de São Paulo que escolheram contar com um “plano B” caso o plano de vacinação do Ministério da Saúde não avançasse, já que, antes do anúncio da compra da Coronavac pelo ministro Eduardo Pazuello, havia muita polêmica sobre a vacina, graças às rixas políticas entre o presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Dória (PSDB).

Ainda segundo a CNN, o levantamento sobre o número de acordos teria sido feito pela Secretaria de Desenvolvimento Regional do Governo de São Paulo junto ao Instituto Butantan, e os dados teriam sido confirmados pelo secretário Marco Vinholi.

A maior cidade da lista seria a capital fluminense, onde o prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes (DEM), firmou um acordo de cooperação com o Instituto Butantan ligado ao Governo de São Paulo para ter acesso à vacina, mesmo acreditando em um calendário nacional.

Além de Macaé e São João da Barra, e da capital fluminense, a lista conta ainda com outros 23 municípios do Estado do Rio, bem como outras capitais, como Curitiba, no Paraná (PR), e Belo Horizonte, em Minas Gerais (MG).

Nas contas da diretoria do Butantan, estão ainda pedidos feitos por 10 associações de municípios de diversos estados, enquanto que, nas contas do setor técnico do órgão paulista, se somadas todas as cidades que integram esses coletivos, seriam mais de mil municípios de olho na vacina chinesa.

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