Mídias Sociais

Política

Coligação PSOL/PCB pede cassação de Wladimir Garotinho e Bruno Bauaire

Avatar

Publicado

em

 

Aliados durante a campanha eleitoral de 2014 (foto) e novamente agora em 2018, Bruno Dauaire (PRP) e Wladimir Garotinho (PRP) foram diplomados em seus cargos públicos nesta última semana depois de vencerem as eleições de outubro deste ano

O Diretório Estadual do PSOL e a Coligação PSOL/PCB propuseram uma ação de investigação judicial eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio (TRE-RJ) contra o deputado federal diplomado Wladimir Garotinho (PRP) e o deputado estadual diplomado Bruno Dauaire (PRP).

A ação pede a cassação dos mandatos dos parlamentares por abuso do poder econômico e compra de votos na Penha, em Campos dos Goytacazes, prática que teria ocorrido nas últimas eleições, através de cabos eleitorais, inclusive com um vídeo que mostraria o momento em que um cabo eleitoral estaria entregando de notas de 50 reais a eleitores.

No texto da ação, os denunciantes ressaltam que o bairro da Penha é uma “localidade na qual a maioria dos moradores é de pessoas humildes, vítimas da chamada ‘lei do silêncio’, imposta pelo receio de represálias”, fator que teria sido usado pelos políticos.

O PSOL e a coligação PSOL/PCB alegam que, durante todo o dia das eleições foram oferecidos churrascos em residências próximas aos locais de votação, “sendo certo que eleitores eram abordados a entrar no local e de lá saiam direto para a seção eleitoral”, situação que teria permanecido durante todo o período de votação, mesmo com a presença do exército na cidade.

A ação ressalta ainda que as práticas foram denunciadas “várias vezes”, sendo, portanto, “fatos de conhecimento do juízo da 100ª Zona Eleitoral (100ª ZE) e da Delegacia de Policia Federal (DPF)”.

O texto aponta a participação de um cabo eleitoral de Garotinho e Dauaire que teria abordando pessoas para oferecer dinheiro em troca de seus votos, sem qualquer receio de ser flagrado, conforme aparece em vídeo anexado à ação.

“Tal situação foi encaminhada à Polícia Federal no mesmo dia das eleições, 07/10/2018, bem como comunicado à fiscalização eleitoral, que, infelizmente, não conseguiu efetuar o flagrante. No entanto, tem-se notícia que as pessoas envolvidas na gravação anexa foram ouvidas pelo Juízo da 100ª Zona Eleitoral, que determinou abertura de inquérito judicial eleitoral para apurar a prática do crime de corrupção eleitoral”, destaca a ação.

Na ação, aponta-se ainda que os 2 deputados teriam sido beneficiados por ligações com o tráfico de drogas do Parque Eldorado, que os teria permitido fazer campanha na localidade, proibindo quaisquer outros candidatos.

Em trecho de escuta telefônica feita pela Operação Verde Oliva, da Policia Civil, em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o traficante conhecido como Cotó, explicaria, sem citar os nomes dos candidatos que tiveram acesso à comunidade, o que lhe teria sido oferecido em troca do “apoio”.

“Então a proposta é ajudar ele e… E pra ele ganhar, falou que ia ajudar emprego, advogado, falou que vinha aqui na cadeia conversar comigo aqui, e falou que ele tendo ajuda aqui, e ele ganhando, dá um salário todo mês”, diz o traficante, apontado como chefe do tráfico em Guarus, em gravação feita pela Operação Verde Oliva, divulgada pela InterTV, afiliada da Rede Globo em Campos.

Verde Oliva – A operação, que prendeu até um petroleiro e um jogador de futebol da cidade, além de apreender armas, drogas e dinheiro do tráfico, teria sido criada para buscar os assassinos do soldado do Exército Brasileiro, Hugo Soares de Alvarenga, cuja cor da farda serviu de referência para nomear a operação.

A Verde Oliva foi realizada no município em 16 de outubro deste ano, chefiada pelo delegado de Polícia Civil, Luís Maurício Armond, da 145ª Delegacia de Polícia (145ª DP), localizada em Guarus, em Campos.

À reportagem da InterTV, durante a operação, o delegado contou que o soldado foi executado pelos criminosos por ter sido confundido com um integrante de uma facção rival, o que levou a polícia a apertar o cerco contra os criminosos, conseguindo a gravação de uma ligação entre Cotó e seus comparsas, em que, de dentro do presídio, o Cotó fala sobre a relação com políticos durante as eleições, sem citar nomes.


 

Mais lidas do mês