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CEAM reforça importância da atuação no atendimento e na prevenção da violência contra a mulher em Macaé

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O Centro Especializado de Atendimento à Mulher de Macaé (CEAM) reforça, neste período de Carnaval, sua importância no combate e na prevenção da violência contra a mulher, independente de classe, raça, etnia, orientação sexual (lésbicas, travestis, transexuais e transgêneros de identidade feminina).

Coordenadora geral de Políticas para as Mulheres, a advogada Jane Roriz lembra que Macaé não registra alto índice de feminicídio, conforme dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) com base nos registros em decorrência da violência contra a mulher.

Segundo ela, em 2020, Macaé registro 1.041 mulheres vítimas de violência, sendo 6 registros de tentativa de feminicídio, número que caiu em relação a 2019, quando a cidade registrou 1.412 atendimentos e 3 tentativas de feminicídio, e também em relação a 2018, quando foram registrados 1.495 casos de violência contra a mulher e 4 tentativas de feminicídio.

Assim como a Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, o CEAM é vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Acessibilidade e, em 2021, realizou 2.760 atendimentos, quase o dobro da quantidade do ano de 2020.

Segundo Jane Roriz, o aumento do número de mulheres atendidas tem a ver com a atuação do CEAM que leva conhecimento e acolhimento a todas as pessoas, já que o órgão atua em rede de proteção integrada e tem equipe multidisciplinar, conseguindo minimizar os riscos de violência na maioria dos casos atendidos.

Assistente social do CEAM, Sandra Caldeira recorda que o órgão sempre atuou com o atendimento remoto, via telefone e e-mail, e afirma que a procura aumentou durante a pandemia, e também pela conscientização de as denúncias podem ser feitas de forma anônima, sem ter que passar nenhum dado que identifique quem procura o órgão.

“A segurança da mulher é a principal preocupação do CEAM, que tem preparado a sociedade para denunciar e buscar ajuda para as mulheres vítimas de violência. Em trabalho conjunto com representantes da rede hoteleira, do polo gastronômico, do comércio e da empresa Auto Viação 1001, o CEAM lançou uma campanha, em janeiro, em que preparou os funcionários desses estabelecimentos para que acionem a rede de proteção quando forem solicitados pela mulher que esteja em situação de violência”, explica a prefeitura.

Segundo Jane Roriz, a campanha aumenta a segurança das mulheres que moram e até que visitam o município, lembrando que as empresas parcerias da rede de proteção também recebem cartazes de conscientização e oficinas de treinamento para os funcionários.

“Esta campanha é mais uma forma de segurança para a mulher. Afixamos cartazes nos estabelecimentos e realizamos oficinas de treinamento com os funcionários, para que saibam como agir nesses casos”, observou a advogado.

Jane Roriz ressalta que as mulheres precisam ter atitude de prevenção com a sua vida e ficarem atentas a qualquer sinal abusivo ou tóxico em suas relações que possam levar ao agravamento da violência.

“Também é importante que quem está próximo à mulher em situação de violência denuncie. O CEAM está de portas abertas para passar as orientações de que há caminhos para não viver na violência. As pessoas precisam conhecer a rede de proteção à mulher de Macaé e buscar pelo atendimento”, destacou.

A prefeitura lembra também que a legislação brasileira considera o feminicídio como crime hediondo, e explica que ISP é um órgão do governo estadual responsável por acompanhar os crimes de violência contra a mulher, divulgar os dados e elaborar estudos sobre o tema.

Entre os órgãos parceiros que compõem a rede de proteção junto ao CEAM estão o Juizado de Violência Doméstica (JVD); a Defensoria Pública e o Ministério Público do Estado do Rio (DPRJ e MPRJ); a Área Técnica de Vigilância à Violência (Atavi); o Curso de Psicologia da Faculdade Católica Salesiana; o 32º Batalhão da Polícia Militar (32º BPM), através da Patrulha Maria da Penha/Guardiões da Vida); a 123ª Delegacia de Polícia Civil (123ª DP); o Instituto Médico Legal (IML); as secretarias de Mobilidade Urbana, e de Ordem Pública, também através da Patrulha Maria da Penha; o Núcleo de Pesquisa e Extensão em Direito das Mulheres da Universidade Federal Fluminense (NUPEDIM), da Universidade Federal Fluminense (UFF); e o Programa Municipal Saúde do Homem, da Secretaria de Saúde).

O CEAM funciona na Rua São João, 33, no Centro, e oferece atendimento pelo telefone fixo (22) 2796-1045 ou pelo celular (22) 99817-0976, “números que toda mulher deve salvar na agenda”, e também via e-mail ceam@macae.rj.gov.br.

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