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Câmara aprova projeto de lei e confirma adesão de Macaé ao consórcio nacional para compra de vacinas contra o coronavírus

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Em sessão extraordinária da Câmara Municipal, realizada virtualmente na manhã desta sexta-feira, 12, os vereadores de Macaé aprovaram o projeto de lei do prefeito Welberth Rezende (CIDADANIA) que confirma a adesão do município ao consórcio da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) para a compra de vacinas contra o coronavírus.

Com poucos parlamentares presentes à sessão virtual, o presidente da Casa, vereador Cesinha (PROS), iniciou o processo de apreciação da matéria sem a certeza de ter quórum para a aprovação do projeto de lei.

No entanto, enquanto os vereadores iam se conectando à sessão, Cesinha explicou que, já que a matéria não trata de temas relacionados à execução de metas fiscais e financeiras, sendo apenas uma autorização para que o município possa fazer parte do consórcio, o projeto de lei poderia ser aprovado por maioria simples.

Durante os debates, alguns vereadores, entre eles o próprio presidente da Casa, além de Luciano Diniz (CIDADANIA), Thales Coutinho (PODE), Guto Garcia (PDT), e Iza Vicente (REDE), aproveitaram a pauta da vacinação para criticar a postura do governo federal na demora da solução das vacinas contra o coronavírus.

“Olha quantas vítimas que foram pela irresponsabilidade do presidente da república [Jair Bolsonaro, sem partido]. Quando os laboratórios estavam criando as suas fórmulas, e se o Brasil fizesse o seu cadastro junto aos laboratórios, com certeza, nós estaríamos já vacinados em torno de 50% da população, como os Estados Unidos e o Reino Unido assim fizeram”, ponderou Cesinha.

“Em dezembro do ano passado, nós [o país] poderíamos ter 70 milhões de vacinas se ele [o presidente da república], desde junho, começasse as tratativas com a empresa Pfizer, mas infelizmente isso não aconteceu de julho para cá, e a gente ficou nesse ostracismo, nesse atraso que envergonha o país perante todo o mundo”, lembrou Luciano Diniz.

Apesar dos embates políticos entre os mais críticos ao Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, e os que tentaram minimizar os problemas da política de vacinação do governo federal, todos parabenizaram a iniciativa do prefeito em aderir ao consórcio nacional da FNP.

No debate sobre a matéria, que pouco falou sobre a matéria em si, sobrou até críticas para os municípios vizinhos, depois que o vereador Reginaldo do Hospital (PODE) afirmou que se não fossem os pacientes oriundos de municípios vizinhos, Macaé estaria na fase verde de risco da pandemia.

“Eu vejo que é momento dos municípios aqui circunvizinhos, uma vez que utilizam os serviços públicos aqui de Macaé, de leitos de CTI, uma vez que utilizam, eles precisam também ajudar o nosso município. Não adianta Macaé ter um protocolo e Rio das Ostras ter outro. Lá está tudo aberto. Eu andei por lá ontem, e está tudo funcionando normalmente. Quem está pagando essa conta são os nossos comerciantes, que estão parados, estão tendo prejuízos, e a gente estaria na bandeira verde se não fosse Macaé dar esse suporte para esses municípios circunvizinhos”, disparou o vereador Reginaldo do Hospital.

Ao fim dos debates, a matéria foi aprovada por unanimidade dos 14 vereadores presentes à sessão virtual, e agora será enviada ao Executivo, que deve sancionar o texto e confirmar a adesão de Macaé ao consórcio da FNP.

No projeto de lei, votaram os vereadores Edson Chiquini (PSD), Rafael Amorim (PDT), Professor Michel (PATRIOTA), Tico Jardim (PROS), Alan Mansur (CIDADANIA), Amaro Luiz (PRTB), Guto Garcia, Iza Vicente, Luciano Diniz, Luiz Matos (REPUBLICANOS, Reginaldo do Hospital, Rond Macaé (PATRIOTA), Thales Coutinho e Cesinha.

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