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Azul confirma interesse em retomar operação de voos regulares em Macaé nos próximos meses

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Diretora de relações institucionais da Azul Linhas Aéreas, Patrícia Xavier (foto), confirmou planos da empresa para retomar operações no Aeroporto de Macaé em breve

Os voos regulares de passageiros em breve estarão de volta à rotina da população macaense, em princípio com previsão de voos Macaé-Rio, com o retorno da Azul Linhas Aéreas ao Aeroporto de Macaé.

O anúncio foi feito pela diretora de relações institucionais da companhia aérea, Patrícia Xavier, durante a coletiva de entrega das obras de ampliação do terminal e da pista de do aeroporto, na manhã desta terça-feira, 12.

Com as obras, a nova pista passa a ter capacidade de receber voos de aeronaves modelo ATR-72, capazes de transportar entre 64 e 72 passageiros, e usada no mercado brasileiro pelas companhias Passaredo, MAP e FlyWays, além da Azul, que, em julho de 2015, passou a adotar apenas esse modelo, retirando da frota os antigos ATR-42, então usados em Macaé, encerrando suas atividades na cidade.

Segundo Patrícia, a Azul espera apenas a certificação emitida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para dar entrada na documentação necessária para formalizar e iniciar as operações em Macaé, com um voo inaugural, o que pode acontecer antes da Brasil Offshore 2019, que acontece entre 25 e 29 de junho.

Ainda durante a coletiva, antes mesmo da representante da Azul se juntar à mesa, o Secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, já sinalizava que o retorno dos voos regulares de passageiros ao Aeroporto de Macaé era uma questão de tempo e ressaltava o interesse da Azul em retomar as atividades.

“A presença da Azul [Linhas Aéreas] também é muito importante nesse momento de retomada do crescimento não só da cidade, mas do Estado e do Brasil. Para isso, a retomada dos voos regulares é fundamental. E eu acredito que isso acontecerá em Macaé em breve. Não só com a Azul, mas com outras empresas também. É bom lembrar que há uma Medida Provisória tramitando no Congresso para abrir o mercado da aviação no Brasil para o capital internacional. Queremos ter não apenas uma, mas várias companhias operando em Macaé e nos nossos aeroportos, a preços justos, porque entendemos que tornar acessíveis os voos à população também é fomentar o crescimento”, avaliou Glanzmann.

Outra que falou que sobre a importância do retorno dos voos regulares ao Aeroporto de Macaé foi a presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Martha Seillier, que ressaltou a importância dos voos não apenas para a indústria do petróleo, mas principalmente para o turismo.

“Essa readequação foi muito importante para o aeroporto e para a cidade. Nós temos aqui a presença de companhias que já querem operar no aeroporto e uma das que deve operar, que é a Azul. Temos um terminal muito mais amplo, quase 20 vezes maior, com 10 balcões de check-in, 7 vezes mais banheiros, e um estacionamento quase 6 vezes maior, com quase 500 vagas, além de um ar condicionado que todos podem ver que funciona realmente. Tudo isso é muito importante para a retomada dos voos regulares para atender o setor do petróleo, mas também para explorar o turismo”, comentou Martha Seillier.

O representante da ANAC explicou ainda sobre os benefícios que os leilões das concessões dos 12 aeroportos divididos em 3 Blocos, entre eles o Bloco Sudeste, também chamado Bloco do Óleo e Gás, onde se encontram os aeroportos de Vitória, no Espírito Santo, e o de Macaé.

Aos jornalistas, Glanzmann explicou que com a reforma, a pista possui a capacidade de receber voos ATR-72 sem restrições, mas também, eventualmente, aeronaves mais pesadas, como as ERJ-190, da Embraer, com capacidade para até 114 passageiros, mas que essas aeronaves operariam com restrições no número de acentos e na quantidade de combustíveis, que seriam reduzidos, conforme demandas das companhias.

Com os leilões, as novas concessionárias que assumirem os aeroportos terão a obrigação de entrega-los, num prazo de 5 anos, com capacidade para operar com voos regulares diurnos e noturnos, por aparelhos, para aeronaves modelos Boeing 737 e Airbus A318, sem qualquer tipo de restrição.

“O que o contrato das concessões prevê não são investimentos, mas assim níveis de serviço, em até 5 anos, que é o prazo das concessões. Os investimentos da ANAC [nas obras do terminal e da pista] foram feitos também por isso, porque entendíamos que Macaé não poderia ficar 5 anos sem voos regulares, até porque a demanda já é muito alta. A nossa sugestão para ampliar a oferta de atendimento do aeroporto é a construção de uma nova pista, mas isso depende da nova concessionária. A engenharia deles quem vai decidir como atender aos níveis de serviço previstos no contrato. Um dos benefícios dessas obras, principalmente na pista, é que, em caso deles construírem uma nova pista, a atual não corre risco de parar as operações, porque as intervenções serão em áreas que hoje não são operacionais”, garantiu Ronei Glanzmann.

De acordo com a diretora de relações institucionais da Azul, Patrícia Xavier, num primeiro momento, a previsão da companhia, após os trâmites burocráticos serem finalizados, é que a empresa retorno com voos regulares no Aeroporto de Macaé, em princípio, apenas para o Aeroporto Santos Dumont, na capital fluminense, com 3 voos regulares semanais, mas segundo ela, a oferta pode aumentar dependendo da demanda.


 

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