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Após informações sobre encerramento de atividades em base de Macaé, Petrobras volta a desmentir desmobilização na cidade

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A Petrobras rechaçou qualquer possibilidade de reduzir suas atividades em Macaé, depois que informações divulgadas pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) davam conta de que uma base da estatal no município seria desativada até 2020.

Em nota, a Petrobras explicou nesta segunda-feira, 15, que a decisão referente às atividades no Edifício Novo Cavaleiros (Edinc) faz parte de um política para reduzir gastos com o aluguel de imóveis e garantiu que os cerca de 1.700 funcionários que atuam no prédio serão realocados para outras bases da Petrobras em Macaé.

“A Petrobras tem feito esforços nos últimos anos para reduzir custos com aluguel de imóveis. Como parte desse processo, a companhia decidiu encerrar suas atividades no Edifício Novo Cavaleiros, em Macaé. As pessoas que trabalham no edifício passarão a ocupar outras instalações administrativas da Petrobras na cidade, onde prédios foram reformados para absorver novos postos de trabalho. A redução dos gastos com prédios administrativos faz parte do Plano de Resiliência da Petrobras, divulgado em março de 2019”, explica a empresa.

Na última sexta-feira, 12, o site do Sindipetro-NF informou que, por meio de contatos dos trabalhadores da base e de uma ligação de um repórter da Agência Reuters, o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, teria tomado conhecimento da decisão da companhia de encerrar as atividades no Edinc até dezembro de 2020.

Ao portal Folha1, o sindicato já teria esclarecido que a entrega do prédio pela Petrobras não afetaria os petroleiros e os terceirizados do Norte Fluminense, pois seriam direcionados para as bases da Petrobras na Imbetiba e no Parque de Tubos, na Capital Nacional do Petróleo.

As explicações da estatal contrariam ainda as especulações sobre desmonte dos serviços prestados pela Petrobras em Macaé, boatos que vem sendo desmentidos pela empresa há alguns anos, e que foram novamente desmentidas nesta segunda-feira, 15.

Entre as medidas previstas no Plano de Resiliência da Petrobras, divulgado em março desse ano, estão a redução dos gastos operacionais gerenciáveis em 8,1 bilhões de dólares, além de cortes de despesas discricionárias, de publicidade e de patrocínio, e a otimização do uso de prédios administrativos, o que a empresa estaria fazendo nessa decisão de encerrar das atividades do Edinc.

No mesmo mês de março de 2019, em reunião com o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), o presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, anunciou investimentos de 20 bilhões de dólares na revitalização da Bacia de Campos, algo que foi comemorado na ocasião pela Prefeitura de Macaé.

Em dezembro de 2017, as especulações sobre a desmobilização da Petrobras em Macaé também haviam sido desmentidas pelo gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC), Marcelo Batalha, que revelou que o Plano de Negócios e Gestão da Petrobras para o quadriênio 2017-2021 (PNG 2017-2021), previa investimentos de 74,5 bilhões de dólares, “boa parte” deles na Bacia de Campos.

Atualmente, Macaé abria duas das maiores e mais importantes bases da Petrobras, uma na Imbetiba e outra no Parque de Tubos, além do Terminal Cabiúnas (Tecab), que armazena o petróleo originado da Bacia de Campos.

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