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Apesar de alta internacional, preços da Petrobras seguem sem reajuste de acordo com a Petrobras

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Apesar dos ataques às instalações da petroleira Saudi Aramco, da Arábia Saudita, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e a Petrobras afirmaram na TV nesta segunda-feira, 16, que não pretendem repassar a alta de preços aos consumidores, alterando temporariamente as regras de preços de mercado da estatal brasileira.

Em entrevista à TV Record, Bolsonaro contou que a alta do petróleo devido aos ataques à petroleira saudita foi considerada “atípica” pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e que, por isso, mesmo com os preços dos combustíveis estabelecidos pela estatal brasileira seguindo os valores internacionais, a alta não deve chegar ao mercado nacional, pelo menos, por enquanto.

“Conversei agora há pouco com o presidente da Petrobras, Castello Branco. Ele me disse que como é algo atípico e, a princípio, tem um fim pra acabar, ele não dever mexer no preço de combustível”, disse Bolsonaro à Record.

Na manhã desta terça-feira, 17, em reportagem da Agência Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), a Petrobras teria divulgado uma nota avisando que segue monitorando o mercado internacional, mas não tem previsão para reajustes de preços em seus produtos.

“A Petrobras decidiu por acompanhar a variação do mercado nos próximos dias e não fazer um ajuste de forma imediata. A empresa seguirá acompanhando o mercado e decidirá oportunamente sobre os próximos ajustes nos preços”, explicou a nota da estatal brasileira.

No ano passado, ainda sob a gestão do presidente Michel Temer (MDB), o governo pressionou a Petrobras a mudar sua política de preços para os combustíveis em resposta a uma greve de caminhoneiros, em maio, que paralisou diversas atividades econômicas e causou um caos ao país, com o desabastecimento, culminando com a queda do então presidente da empresa, Pedro Parente, que deixou o cargo.

Ainda de acordo com a Petrobras, a cotação internacional do petróleo apresenta volatilidade e ainda é cedo para avaliar os impactos da alta de preços subsequente aos ataques à estatal saudita do petróleo.

“[A alta de preços] pode ser atenuada na medida em que maiores esclarecimentos sobre o impacto na produção mundial sejam conhecidos. A Petrobras decidiu por acompanhar a variação do mercado nos próximos dias e não fazer um ajuste de forma imediata”, acrescenta a nota da estatal brasileira.

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