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Alerj discute mercado de gás natural, assunto que deve mexer muito com a Brasil Offshore, em Macaé, em junho

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Deputados compõem mesa durante audiência pública realizada pela Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) para discutir abertura do mercado de gás natural do Estado

Um dos assuntos mais comentados no evento de lançamento da 10ª edição da Brasil Offshore 2019, em Macaé, a mais importante feira para a indústria do petróleo no país e uma das mais importantes do mundo, o mercado de gás natural foi debatido em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A audiência, realizada pela Comissão de Minas e Energia da Casa nesta quinta-feira, 21, teve participação dos ex-vereadores de Macaé e deputados estaduais, Chico Machado (PSD) e Welberth Rezende (PPS), além de outros parlamentares.

O debate na Alerj tinha como objetivo permitir uma avaliação dos contratos das concessionárias de distribuição de gás do Estado, abordando a possibilidade de abertura do mercado livre de gás no Estado.

Segundo o presidente da Comissão que organizou a audiência, o deputado Max Lemos (MDB), um relatório final sobre o encontro será elaborado com a meta da redução de tarifa do serviço de gás prestado no Estado.

“O objetivo é a prestação de um serviço melhor tanto na produção quanto na distribuição de gás. Nós queremos colaborar para que a produção seja acelerada e fazer um acompanhamento após a elaboração do documento”, explicou Max Lemos.

Também presente à reunião, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda, Lucas Tristão, afirmou que a medida possibilitará que novas empresas entrem no setor, trazendo mais investimentos, mais empregos e a redução das tarifas de gás.

“Hoje as indústrias são obrigadas a comprar gás de um só fornecedor. Elas não podem construir os próprios gasodutos nem usar o sistema de distribuição de uma determinada empresa. Quando as companhias tiverem a opção de escolha, a própria concorrência fará com que o preço da tarifa caia”, concluiu Tristão.

A Alerj lembrou também que em um levantamento preliminar, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) com consumidores de gás natural no Estado, indicou que o aumento contínuo dos preços nos últimos anos está colocando em risco a operação das plantas industriais, empresas que são responsáveis por consumir mais de 60% do gás industrial do Estado.

“Se não conseguirmos que mais empresas participem do mercado de gás não será possível otimizar o quadro.”, explicou Fernando Montera, especialista em petróleo e gás da Firjan, que entende que o alto custo do gás ameaça o emprego de 40 mil pessoas.

O encontro aconteceu no auditório Senador Nelson Carneiro, no prédio anexo ao Palácio Tiradentes, sede do Legislativo fluminense, e contou com a participação dos deputados Luiz Paulo (PSDB), Brazão (PR), Rodrigo Bacellar (SD), Dionisio Lins (PP) e Thiago Pampolha (PDT), além das integrantes das concessionárias de distribuição de gás no Estado do Rio, CEG e Naturgy, a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Petrobras, e membros da sociedade civil.


 

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