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Recem nascido está em coma após ser enforcado e espancado com socos pelo pai

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Há a versão de que bebê foi agredido após vomitar no pai e também de que seria fruto de uma traição da mãe

 

 

 

 

Lucas do Espírito Santo Pereira, de 21 anos está preso suspeito de agredir o filho recém-nascido de apenas 25 dias. A criança está internada em estado grave no Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos dos Goytacazes desde a tarde do último sábado (19). O boletim de atendimento médico apontou que o bebê está com trauma no crânio, na face e hematomas. O caso, apresentado pelos pais da criança, em um posto de saúde de Farol de São Thomé, no Norte Fluminense como um acidente doméstico — queda de cama —, passou a ser investigado como tentativa de homicídio, agravada por motivo fútil. Na noite dessa segunda (21), a mãe mudou sua primeira versão do fato e registrou, na 134ª Delegacia de Polícia (Centro), que o marido teria espancado o próprio filho, porque o bebê golfou (vomitou) nele. Mas também existe a versão que de Lucas se vingou do bebê que seria na verdade resultado da traição de sua mulher com outro homem.

Detido na manhã desta terça (22), Lucas não confirmou as declarações da mulher de que segurava o filho e que, quando o menino vomitou, ele o jogou na cama e desferiu cinco socos em sua cabeça e rosto. Já a mãe, que só registrou o caso dois dias depois, será ouvida novamente pela polícia para saber se foi pressionada e, com medo do marido, apresentou a versão da queda na unidade de saúde e no hospital, ou se foi conivente com a situação. As informações são do delegado titular da 134ª DP, Bruno Cleuder que acrescentou que também vai apurar com o HFM por que, se houve suspeita de algo diferente de um acidente, o caso não foi notificado à polícia.

O delegado não descarta nenhuma hipótese, mas afirma que, com base nas informações do boletim médico e com as impressões dos policiais que estiveram no hospital, é improvável que o bebê tenha se ferido tão gravemente em uma queda e que os indícios são de espancamento.

O espancamento

 

Na tarde de sábado (19), o recém-nascido foi levado pelos pais a uma unidade de saúde da praia de Farol. De lá, o menino foi levado, às pressas, para o Hospital Ferreira Machado. Nesta terça, a assessoria do HFM informou que o estado de saúde da criança é considerado grave e ela permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP). A versão de que a criança foi agredida pelo pai somente surgiu na noite de segunda, por volta das 23h30, quando a mãe foi à delegacia e relatou aos policiais não ter ido prestar queixa imediatamente por medo do suspeito.

A mulher foi à DP acompanhada pelo pai e contou que o marido estava brincando com o menino, que teria golfado em sua roupa. Em reação, ele teria jogado o bebê na cama e, após tentar enforcá-lo, teria golpeado a criança no rosto, com cinco socos. “Fomos hoje (terça-feira), logo cedo, verificar o BAM (boletim de atendimento médico), já que o hospital não havia notificado o fato. Também, logo depois das 6h, fomos à casa da mãe do suspeito, em Donana, local em que ele estaria. Como não tínhamos mandado de prisão ainda, fomos convidá-lo a vir à delegacia prestar esclarecimentos. Quando ele notou a presença da polícia, se evadiu, fugiu pela janela. Retornamos ao hospital, fizemos algumas diligências e, em novo contato, retornamos a Donana, onde ele foi detido e trazido para prestar suas declarações”contou o delegado.

Segundo Cleuder, nenhuma hipótese foi descartada. “Ele (o pai do bebê) ainda está sendo ouvido e, até o momento, ele nega tudo e continua dizendo que foi uma queda da cama. Informalmente — porque falta ainda o laudo médico —, com base no que os policiais conversaram e com informações do BAM, houve trauma craniano, vários hematomas, várias equimoses na face, que não seriam compatíveis com a versão de queda. Não é impossível, mas é muito improvável. Trabalhamos com indícios, e os indícios caminham no sentido de que a versão da mãe de que foram socos, aproximadamente cinco socos desferidos contra a face e o crânio da criança, seja mais compatível com as lesões”, concluiu o delegado.

Tânia Garabini

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