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População do interior do Estado opina sobre intervenção Federal na Segurança do Estado

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População espera que ações sejam destinadas  também ao interior, que vem sofrendo com o aumento da violência. 

O anúncio da Intervenção Federal na Segurança do Estado do Rio de Janeiro repercutiu de forma rápida também no interior do Estado. O motivo é o fato das Região dos Lagos e Norte Fluminense estarem sendo afetadas de forma grave com o aumento da violência tanto quanto a Capital.

Cabo Frio, por exemplo, foi considerada a 3º cidade mais violenta, de acordo com o Atlas da Violência elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado no ano passado. A cidade vizinha, Araruama, ainda na Região dos Lagos ficou com o 4º lugar.

No penúltimo relatório divulgado pelo Ipea, Araruama estava em 4° na Região dos Lagos e em 15° posição de cidade mais violenta do Estado do Rio de Janeiro, segundo dados do relatório do Mapa da Violência. Na época, a cidade ficou entre os 300 municípios do Brasil que mais matam por arma de fogo, na 257ª colocação do ranking nacional, com média de 29,2 e 30,4 homicídios por ano.

O levantamento aponta Araruama como a 43ª cidade mais violenta do Brasil, ficando no estado somente atrás dos municípios de Queimados e Itaguaí. Já Cabo Frio ocupa a 49ª posição no ranking do Ipea.

Na Região Norte Fluminense, depois de ter sido apontada como a 10ª cidade mais violenta do país e a 5ª em taxa média de homicídio de jovens de 15 a 24 anos, em 2007, Macaé ocupa hoje a 121ª posição no ranking geral. Rio das Ostras está um pouco abaixo na 98º posição.

Além desses dados oficiais, quase que diariamente estão sendo registrados homicídios por todo o interior. Na semana passada, cinco pessoas foram assassinadas a tiros em uma casa no bairro Flexeira, em São Pedro da Aldeia. Enquanto em Macaé, quatro pessoas foram assassinadas em menos de 24 horas, nos bairros Parque Aeroporto e Barramares.

Diante desses dados, uma boa parte da população acredita que esse aumento tenha sido resultado da instalação das Unidades de Polícia Pacificadora – UPP na Capital. Muita gente acredita que essa ação motivou que as organizações criminosas ampliassem suas ações no interior do Estado. E esse é um dos receios dos moradores da Região dos Lagos com a intervenção.

“Eu achei muito boa essa notícia. Porém, se realmente for no Estado inteiro incluindo interior. Pois na teoria tudo é muito bom, mas na prática sabemos que a bandidagem acaba migrando para nossa região como aconteceu na época da UPP”, avaliou a moradora de Cabo Frio, Grazieli Souza.

Também moradora da Região dos Lagos, Josi Porto está entusiasmada com a ação. Ela conta que é assustador observar a proporção que a violência tomou. “Qualquer ação que possa mudar esse cenário é muito bem-vinda. O que não podemos mais é deixar que os bandidos ditem as normas dentro da sociedade”, frisou.

A moradora da Rio das Ostras, Jéssica Tavares, comenta que diante dos fatos, o que resta é ter esperanças. “A situação está cada dia mais difícil. Vivemos trancados dentro de casa com medo de sair na rua. Não temos mais certeza de nada. Então, qualquer ação que possa mudar esse cenário, eu prefiro acreditar”, reforçou.

Sobre a intervenção – Ainda é aguardada a publicação do decreto para que a intervenção seja validada de fato. Até então, o que o Estado tem é a assinatura do decreto presidencial que autoriza a intervenção devido à crise de violência pela qual o Estado atravessa há alguns anos, e que se agravou nos últimos dias, principalmente depois do Carnaval.

O interventor responsável será o General de Exército Walter Souza Braga Netto, que afirmou que pretende discutir com a cúpula das Forças Armadas quais serão as ações tomadas. O Exército não terá poder de polícia, e poderá dar ordem de prisão apenas em situações de flagrante de crimes.


 

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