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Polícia Civil e Ministério Público prendem três milicianos suspeitos de chacina em Maricá

Bertha Muniz

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João Paulo Firmino, suspeito de ser o executor de cinco jovens, foi preso na manhã desta segunda-feira (9), em Itaipuaçu.

Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) e promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriram, nesta segunda-feira (9), um mandado de prisão temporária contra João Paulo Firmino, suspeito de ser o executor de cinco jovens, no dia 25 de março, no Condomínio Carlos Marighella, do programa federal ‘Minha Casa, Minha Vida’, em Itaipuaçu, Maricá.

Outros dois suspeitos identificados como Flavio Ferreira Martins, conhecido como Bimbinha, e Jefferson Moraes Ramos, também foram presos. O trio foi encontrado em Itaipuaçu. Com Firmino, os policiais apreenderam uma pistola de calibre 380, o mesmo utilizado no crime.  Os agentes também apreenderam dinheiro, carros e motos com o trio.

De acordo com as investigações, os homicídios de Matheus Barauna dos Santos; Patrick da Silva Diniz; Mateus Bitencourt da Silva; Sávio de Oliveira Vitipó e Marcus Jonathan Silva de Souza foram praticados em típica atividade de extermínio, por integrantes de milícia.

Consta dos autos do inquérito que as vítimas, todas jovens, com idade entre 14 e 20 anos, foram abordadas no interior do condomínio onde residiam, quando o executor determinou que todos deitassem no solo e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra regiões letais, como cabeça e tórax. Testemunhas afirmaram que, apesar de alguns dos jovens fazerem consumo de substâncias entorpecentes, nenhum deles traficava drogas.

A descrição detalhada de João Paulo Firmino foi feita por uma testemunha que relatou que, ao ouvir os tiros, na madrugada do dia 25, foi até a janela e viu o executor. Disse ainda que o assassino, antes de entrar no veículo que conduzia, gritou: “Entra todo mundo, pois aqui é a milícia. Vou acabar com a bagunça do condomínio”.

Firmino, também foi reconhecido por outras pessoas que presenciaram o crime. Segundo as investigações, há ainda outros moradores que teriam condições de reconhecer o autor do crime, mas temem represália por parte da milícia. A operação cumpriu mandados de busca para apreender armas, veículos, valores em espécies, celulares, computadores e produtos ilícitos.


 

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