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PMs presos no Rio podem estar envolvidos com sequestro em Cabo Frio

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DAS relaciona pelo menos três casos em que os sargentos têm envolvimento

 

 

 

Os dois sargentos da Polícia Militar Rodrigo Fernandes Drago e Anderson Carlos dos Santos, respectivamente (21º BMP - São João de Meriti) e (24º BMP - Queimados) foram presos na tarde de segunda-feira (21) por agentes da Divisão Anti-Sequestro (DAS). Eles podem estar envolvidos com um caso de sequestro que aconteceu em Cabo Frio, envolvendo a mulher de um policial civil aposentado, conhecido como Marquinho do Araguaia morto na Baixada Fluminense. Segundo os agentes do DAS, na ocasião da morte do Marquinho foram apreendidos cerca de R$ 4 milhões e 600 mil, em cheques, mais R$ 200 mil em notas promissórias. A mulher chegou a mudar de residência três vezes. Os sequestradores queriam um suposto cofre do policial civil que teria a quantia de R$ 23 milhões, aponta a investigação.

Eles foram presos pela participação no sequestro de um empresário, dono da Fazenda Tucano (espaço de entretenimento) e da esposa dele. O crime aconteceu em julho do ano passado. Os dois teriam levado o casal para um galpão na Rodovia Presidente Dutra. Horas depois de liberarem o empresário pediram R$150 mil para libertar a esposa, que era mantida em cativeiro, na cidade de Mangaratiba. O cativeiro só foi descoberto depois que a vítima foi solta após pagamento de R$ 60 mil.

A polícia informou ainda que os militares também são suspeitos da morte de um outro homem, que denunciou o sequestro dele, da mulher e do filho de apenas um ano e também foi testemunha no caso do empresário da Fazenda Tucano. Seu corpo foi encontrado numa localidade conhecida como Recanto, em Miguel Couto, também em Nova Iguaçu. "A criança de um ano e a mãe foram largadas por criminosos durante a madrugada, em Nova Iguaçu. Já o chefe de família encontramos o corpo carbonizado, embaixo do próprio carro" conta o delegado-assistente da DAS, Eduardo Soares, que prendeu os PMs na própria DAS, quando comparecerem ao local para prestarem esclarecimentos.

Ainda segundo as investigações, os PMs contavam com a colaboração de um policial civil, que levantava as informações das vítimas por meio do portal da segurança. Antes do policial civil ter a prisão decretada, ele foi assassinado em Muriqui, distrito de Mangaratiba. "Acredito que o policial civil que ajudava os PMs foi morto em uma briga de milícias em Muriqui" completa o delegado. Os PMs foram transferidos para o Presídio da Polícia Militar, em Niterói, ainda na madrugada da terça-feira (22).

Tânia Garabini

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