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Nos últimos 10 anos, criminalidade cresceu nas cidades do interior, segundo Mapa da Violência

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Caso as ações da Intervenção Federal se concentrem apenas na capital, o interior pode pagar a conta como já acontece desde a implantação das UPP´s.

A violência nas cidades do interior do estado cresceu nos últimos dez anos, segundo aponta o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Mapa da Violência de 2017 foi feito com dados de levantamentos entre 2005 e 2015 e é medido a partir dos números de homicídios proporcionais à população de cada município com mais de 100 mil habitantes.

No último relatório divulgado pelo Ipea, Araruama, na Região dos Lagos aparece como a 43ª cidade mais violenta do Brasil, ficando no estado somente atrás dos municípios de Queimados e Itaguaí . Já Cabo Frio, na mesma região, ocupa a 49ª posição no ranking do Ipea. Depois de ter sido apontada como a 10ª cidade mais violenta do país e a 5ª em taxa média de homicídio de jovens de 15 a 24 anos, em 2007, Macaé, no Norte Fluminense, ocupa hoje a 121ª posição no ranking geral.

A capital do Petróleo está na 13ª posição no estado com 88 homicídios. A cidade de Rio das Ostras ocupa o 9º lugar no ranking de cidades mais violentas do Estado com 61 homicídios. Já Maricá está na 20ª posição com 38 mortes.

Segundo o levantamento, em 2015, apenas 111 cidades concentraram metade dos homicídios no país. Os habitantes desses locais representam 19,2% de toda a população brasileira. Outro dado que aponta desigualdade é que 10% dos municípios brasileiros, totalizando 557, concentram 76,5% do total de homicídios no país.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem uma taxa "aceitável" de homicídio a cada 100 mil habitantes. Essa taxa é de 10. Porém, fazendo cálculos quase todas as cidades da Região dos Lagos estão acima deste índice. A capital fluminense tem uma taxa de assassinatos de 32,5 a cada 100 mil habitantes.  De janeiro a dezembro de 2017, Arraial do Cabo registrou 71,6 mortes violentas por cada 100 mil habitantes. Armação dos Búzios, 65,09, Cabo Frio, 59,7 Araruama, 59,1, São Pedro da Aldeia, 49, 04. Macaé aparece com 50,7.

Os municípios da Região dos Lagos e Norte Fluminense já sentem há anos os efeitos da migração de criminosos, que refletem diretamente no aumento da violência, gerando impactos desastrosos. O medo paira com o anúncio da Intervenção Federal na Segurança do estado. Caso as ações do Exército se concentrem apenas na capital, o interior pode pagar a conta como já acontece, de forma lenta, mas real, desde a implantação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPP´s), em 2008.

Autor: Bertha Muniz


 

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