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Mudança de Secretário de Segurança e Chefe da Polícia Civil causa desconforto

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O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, entregou sua carta de demissão ao governo. Luiz Fernando Pezão ainda teria tentado convencer Beltrame a permanecer na pasta até o fim do segundo turno das eleições, mas sem sucesso. No último fim de semana, o secretário bateu o martelo e decidiu deixar o cargo no último dia 11. A decisão acabou sendo antecipada por causa dos tiroteios no entorno dos morros Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, no Rio de Janeiro.

Agora quem assumirá o cargo será Antônio Roberto Cesário de Sá, que já ocupava o cargo de subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da própria Secretaria Estadual de Segurança (Seseg). Sá deve tomar posse nesta segunda-feira, dia 17.

Bem como Beltrame, Sá é delegado da Polícia Federal. No entanto, começou sua atuação na área de segurança pública começou na Polícia Militar do Rio, onde ingressou como cadete em 1983 e chegou a tenente-coronel, até deixar a corporação e ingressar na PF.

Na PM, ele foi instrutor do Batalhão de Operações Especiais (Bope) de 1989 a 1992. Ele é formado em Direito e pós-graduado em Administração Pública. Como subsecretário, atuou como coordenador de todo o planejamento do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), implantado pela Seseg a partir de 2008.

Já com o cargo em vista, Roberto já tem seu primeiro objetivo: reduzir estatísticas de criminalidade, principalmente roubos. Para isso, planeja aumentar o efetivo da PM nas ruas, que diminuiu por conta do remanejamento de policiais para as UPPs. E por falar no programa de pacificação, este deverá passar por uma série de ajustes.

De acordo com o assessor, o novo secretário deve exonerar pessoas ligadas a Beltrame com as quais “não tem mais tanta afinidade”.

Outro desafio que deverá ser assumido pelo novo secretário será pagar o salário e o 13º dos policiais, que Beltrame diz não ter verba. Foi Sá quem criou o Sistema de Metas e Acompanhamento de Resultados (SIM), que contribuiu para reduzir as mortes no estado propondo pagamentos aos policiais.

Roberto também deverá o novo chefe de Polícia Civil, já que Fernando Veloso também deixará o posto.  Quatro nomes estão cotados: subchefe operacional, Fernando Albuquerque, o diretor da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa; o chefe da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Rodrigo Oliveira, e o diretor do Departamento de Polícia Especializada, Ronaldo Oliveira.

As mudanças na cúpula da segurança do Rio acontecem num momento delicado, durante uma das maiores crises financeiras do estado. Roberto Sá já pediu ao comandante geral da Polícia Militar (PM), coronel Edson Duarte, que não peça demissão antes de uma reunião, que vai acontecer nos próximos dias.

A reportagem do jornal DiárioCS tentou entrar em contato com a Polícia Civil e com o 32º Batalhão de Polícia Militar para questionar de que maneira tais mudanças afetariam no dia a dia dos cidadão da região, já que o momento é sensível. No entanto, em resposta, foi dito que o “assunto ainda é delicado e não há permissão para manifestação do assunto”.

 

 

Flávia Martins

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