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Miliciano é preso por homicídio e ocultação de cadáver de engenheiro que teve morte encomendada pela ex-mulher, em Rio das Ostras

Bertha Muniz

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Um miliciano foi preso, nesta segunda-feira (27), por policiais da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), na comunidade do Sapê, na Taquara, Zona Oeste do Rio. Anderson Nascimento Marinho, conhecido como Thor, é acusado de homicídio e ocultação de cadáver do gerente de uma multinacional petrolífera, o engenheiro Wagner Franco, que foi encontrado morto em fevereiro de 2019, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos.

De acordo com as investigações, a vítima desapareceu após sair do consultório dentário de sua mulher, Karina Lepre Franco, no comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. As investigações apontam que a esposa planejou o crime para ser beneficiada com o valor do seguro e da indenização da morte do marido, cerca de R$ 200 mil. O miliciano, com quem ela tinha um relacionamento, teria recebido R$ 10 mil para cometer o crime.

Karina foi presa em junho deste ano. Segundo a polícia, ela queria se separar do engenheiro Wagner, o que ele não aceitava. Eles tinham uma filha de 18 anos. Já sobre Thor, havia um mandado de prisão temporária expedido pela 4ª Vara Criminal da Capital. O miliciano é acusado de integrar a milícia da comunidade do Terreirão. O paradeiro dele foi descoberto após o trabalho do setor de inteligência da DDPA.

O crime

Em fevereiro de 2019, Wagner, então funcionário da multinacional Shell do Brasil - era gerente predial responsável por toda América Latina -, desapareceu no dia 7 daquele mês, após sair do consultório de Karina - montado por ele -, na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. O casal seguia de carro para casa, também no Recreio, quando o veículo foi interceptado.

O engenheiro foi levado pelo miliciano, que conheceu a dentista após ir ao consultório dela para cobrar taxas de segurança estipuladas pela quadrilha. Os dois iniciaram um relacionamento, e a partir daí ela começou a planejar o assassinato do marido.

O corpo de Wagner foi encontrado três dias depois do seu desaparecimento, com marcas de tiros e o abdômen cortado, numa praia em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. A ideia era que o corpo afundasse e não fosse localizado. Nesse meio tempo, Karina rompeu o relacionamento com o miliciano.

Em outubro de 2019, Thor alugou uma mansão na Praia de João Fernandes, em Búzios, também na Região dos Lagos. A polícia acredita que ele fez isso usando parte do dinheiro que recebeu da dentista. Karina buscava sua independência financeira e queria receber cerca de R$ 200 mil. Metade do valor ela recebeu da empresa onde Wagner trabalhava. A outra metade seria do seguro, que não foi pago.

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