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Justiça decreta prisão preventiva dos acusados de matar e esquartejar jovem em Rio das Ostras 

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Jennifer Tifany Veiga Pires está desaparecida há cinco anos. O corpo dela nunca foi encontrado. Um cartaz mostra como ela era e como estaria agora.

A Justiça converteu, nesta terça-feira (23), as prisões preventivas em temporárias dos suspeitos serem os responsáveis pela morte da jovem Jennifer Tifany Veiga Pires, moradora de Rio das Ostras, desaparecida há cinco anos. O corpo dela nunca foi encontrado.

Steve Jonathan Lopes Barbosa, ex-marido de Jennifer e Erik Johnson Lopes Barbosa, irmão dele (que é Policial Militar da UPP do Morro dos Macacos), são suspeitos de ocultar o corpo da jovem, que foi vista pela última vez em 2011, segundo investigação da Polícia Civil. O inquérito foi concluído pela 128ª Delegacia Policial de Rio das Ostras (128ª DP) há uma semana.

Os suspeitos foram presos em maio deste ano, durante diligências na Rua Maranhão, no bairro Cidade Praiana. Contra os irmãos, havia mandados de prisão expedidos pelo crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O inquérito do caso, que possui mais de mil páginas e mobilizou diversos setores da Polícia Civil, apontou que a jovem teria sido dopada, morta com um tiro na cabeça, esquartejada e teve os restos mortais jogados em um rio.

A família notou que algo poderia ter ocorrido com ela ao ver que o então companheiro postou foto nas redes sociais anunciando um novo relacionamento, em 2014.

Mas o inquérito policial só foi aberto em 2017, depois que uma testemunha relatou ter visto o rapaz e o irmão dele com as blusas sujas de sangue, tendo um deles confessado que havia dado um sumiço na jovem, ainda segundo a polícia.

A polícia trabalha com a hipótese de que o crime foi cometido porque Jennifer pretendia colocar Steve na Justiça para pedir pensão e a guarda dos filhos que ela teve com o ex-marido. O delegado titular da 128° DP de Rio das Ostras, Ronaldo Andrade Cavalcanti, explicou que o relato de uma testemunha foi importante para desencadear o caso.

"Apreendi até arma na casa de um dos suspeitos. Os prendi para fazer as acareações necessárias e ouvir novamente a testemunha sem se sentir intimidada pelo fato de um dos suspeitos ser um policial", conta o delegado.

Ainda segundo a Polícia Civil, o PM está em um Batalhão Prisional da Polícia Militar no Rio de Janeiro. Já o ex-companheiro da vítima cumpre pena em um presídio de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

ENTENDA O CASO

Jennifer desapareceu no dia 5 de maio de 2014, e desde então seus pais buscavam incansavelmente por notícias da jovem.  Pelas ruas ainda é possível ver cartazes espalhados, e nas redes sociais a notícia de seu desaparecimento é de grande repercussão.

Moradora de Rio das Ostras há mais de dez anos, a mãe da desaparecida, Gláucia Pires explicou que sua filha sempre apresentou um comportamento normal e sempre foi muito amorosa com todos da família, sendo que sempre teve uma ligação especial com seu irmão mais novo, uma vez que praticamente o criou enquanto seus pais trabalhavam em um restaurante próprio.

A jovem saiu de casa após descobrir que estava grávida de seu primeiro namorado, que na época tinha 19 anos e também morava no mesmo bairro em que ela residia. Jennifer foi morar no bairro Cidade Praiana em Rio das Ostras, com o namorado e a família de seu parceiro, tempos depois teve dois filhos, mas desapareceu. Na época a família do companheiro de Tifany informou ao Conselho Tutelar que a jovem teria ido embora por vontade própria deixando para trás seus dois filhos de cinco e três anos de idade.

Os pais de Jennifer não se deram por convencidos com a versão, e iniciaram um trabalho incessante de buscas pela garota, e o caso acabou mobilizando toda a população de Rio das Ostras. Com as prisões do ex-marido e do ex-cunhado de Jennifer, a expectativa é de que o caso seja finalmente solucionado e a guarda dos filhos da jovem seja concedida aos avós maternos.

 

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