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Polícia Civil prende co-autora da morte de casal de tatuadores em Macaé

Bertha Muniz

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Maria das Graças Rocha Figueira Prata é mulher de Adriano Lopes Prata, assassino confesso do casal,  preso nesta segunda-feira (22). 

A Polícia Civil localizou e prendeu, na manhã desta quinta-feira (25), uma mulher acusada de co-autoria no duplo homicídio de um casal de tatuadores e na tentativa de homicídio de um motorista de aplicativo, ocorridos no último domingo (21), na Estrada do Imburo, em Macaé.

Maria das Graças Rocha Figueira Prata, de 55 anos, foi capturada dentro de casa, na Rua 9, no bairro Parque Aeroporto no fim da manhã. No mesmo local o marido dela, Adriano Lopes Prata, de 43 anos, assassino confesso do casal, havia sido preso nesta segunda-feira (22), com a arma do crime, uma pistola calibre 380, com 19 munições do mesmo calibre.

Adriano já está na carceragem do presídio Carlos Tynoco da Fonseca, em Campos dos Goytacazes. Maria das Graças está nesse momento na delegacia de Macaé prestando depoimento, para depois ser transferida ao sistema penitenciário.

A prisão de Maria das Graças, foi pedida pelo delegado titular da 123ª Delegacia Policial de Macaé (123ª DP), Dr Filipi Poeys, responsável pelas investigações. O pedido de prisão temporária foi aceito pelo Ministério Público e expedido pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Macaé.

Ela estava no local do crime, e segundo a polícia, teve participação nos delitos. A identificação e localização dos suspeitos foi realizada de forma ágil e precisa pelos agentes GIC Homicídios da 123ª DP, a frente das investigações.

O crime

O casal, que era de Cabo Frio, na Região dos Lagos, veio para Macaé, onde estavam há menos de uma semana, para trabalhar em um estúdio de tatuagem no Centro da cidade.  Eles foram atraídos para uma emboscada por Adriano, que se passou por policial civil para fazer o orçamento de duas tatuagens.

Renan e Luiza foram juntos até a casa de Adriano, mas somente o rapaz realizou o serviço. Foram duas tatuagens feitas em Adriano ao longo do domingo, um símbolo da Polícia Civil e um gladiador. As duas custariam em torno de R$ 1, 2 mil, segundo o delegado responsável pelo inquérito. Para não pagar pelo trabalho, o acusado matou as vítimas.

“Ele solicitou o Renan para fazer uma tatuagem na casa dele, alegando que era policial civil e estava baleado na perna, não podendo se locomover. Chegando lá, o Renan fez o procedimento e no fim, ele pediu para chamarem um carro de aplicativo para ele ir à casa de um amigo pegar o restante do dinheiro para pagar o serviço. Embarcaram no veículo o Renan, a Luíza, o Adriano e a esposa dele. Quando chegaram ao Imburo, ele pediu o celular do Renan emprestado, mas ele disse que estava sem sinal, no momento que o Adriano fingiu que pegaria o seu telefone para ligar para o amigo, sacou a arma e atirou contra Renan, Luiza e o motorista do carro, que conseguiu fugir e se esconder em um matagal” afirmou o tatuador.

Renan morreu no local. Luiza chegou a ser socorrida para o Hospital Público Municipal (HPM), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Na mesma unidade de saúde está internado o motorista de aplicativo, que perdeu um rim e parte do fígado.

O estado dele é estável, mas inspira cuidados.  Os jovens foram sepultados às 16h desta terça-feira (23), em Cabo Frio.O caso foi registrado na 123ª Delegacia Policial de Macaé (123ª DP).

Tatuadores almoçaram na casa dos assassinos

Segundo o delegado Filipi Poeys, os autores do duplo homicídio eram frios e fizeram questão de agradar as vítimas, horas antes do crime. " A Maria das Graças fez almoço para eles, sabendo do que aconteceria depois, o que demonstra a frieza dos suspeitos", afirmou Poeys.

Crime premeditado

Ainda de acordo com o tatuador, Adriano já havia solicitado orçamentos com vários profissionais da cidade, sempre alegando que o serviço deveria ser feito na casa dele. “Esse cara me procurou, e vários outros tatuadores em Macaé. Ele dizia que pagaria o que fosse para ser tatuado em casa, mas eu suspeitei dele. Quando ele fez o orçamento comigo há um tempo, tinha uma foto da empresa de segurança dele, mas fiquei muito desconfiado. O Renan foi fazer tatuagem na casa dele no domingo, mas não me contou quem era. Quando meu sócio disse quem o Renan ia tatuar, lembrei dele na hora “, contou.

Por estar há pouco tempo em Macaé, o casal não desconfiou da atitude e aceitou o serviço, caindo na armadilha. “Ele matou simplesmente para não pagar tatuagem. O primeiro tatuador que fosse ele ia fazer isso. Esse cara já estava premeditando. Se fosse outro, ele ia matar. Infelizmente pegou pessoas sem maldade nenhuma. Ele tirou a vida de duas crianças”, relatou o tatuador.

Motorista se esconde em matagal para sobreviver

O crime ocorreu com o carro em movimento, segundo testemunhas. Ao ouvir os primeiros disparos sendo feitos, o motorista do carro de aplicativo acelerou e foi alvejado. A vítima abandonou o veículo e correu para um matagal, sendo ainda alvejado por outros disparos. Escondido na mata, o homem ainda ouviu a companheira de Adriano dizer que “um fugiu” e ele teria dito para a Maria das Graças para ficar tranquila, pois ele havia o acertado.

 

 

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