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Homicida e traficante são presos pela Polícia Civil em Macaé e Quissamã

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Prisão é ação paralela da Operação Bad Family realizada pela Polícia Civil em três estados

 

 

 

 

 

A prisão de um homicida e um traficante, nas cidades de Macaé e Quissamã é o resultado parcial de uma operação que a Polícia Civil está desenvolvendo no cumprimento de mandados de prisão. Somente no Rio de Janeiro são dezenove expedidos. A mira é uma família de atacadistas de droga e armas. A ação acontece em paralelo nos estados do Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. No Rio de Janeiro, a atenção dos policiais está mais focada na Região dos Lagos.

Agentes da 123ª DP (Macaé) capturaram, na terça-feira (15), Emmanoel Lemos de Souza, acusado de homicídio. De acordo com os policiais, contra Emmanoel havia mandado de prisão, expedido pela Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Olinda, em Pernambuco. Ele não resistiu à prisão e será encaminhado ao sistema penitenciário.

Em Quissamã, os policiais da 130ª DP prenderam Guilherme Ormindo Ramos, condenado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e tortura. Contra Guilherme havia mandado de prisão, expedido pela Vara Criminal local. Sem resistir a prisão, o torturador e traficante já está a encontra à disposição da Justiça e será encaminhado ao sistema penitenciário.

Em todo o estado a Polícia Civil realiza a Operação Bad Family, apelido dado há um ano, após a investigação sobre fornecimento de drogas e armas para traficantes, por uma família oriunda de Mato Grosso do Sul e que vem abastecendo em larga escala a marginalidade, principalmente na Região dos Lagos. A polícia afirma que o chefe da quadrilha, o sul-matogrossense Edson Ximenes Pedro, conhecido como Pelincha, é rival do traficante Marcelo Piloto, que atuava do Paraguai e foi expulso para o Brasil em novembro de 2018.

A polícia afirma que a família movimentava valores que ultrapassavam R$ 200 milhões ao ano. São 19 mandados de prisão: quatro no Mato Grosso do Sul, dois no Espírito Santo e 13 no Rio de Janeiro. A família do município de Paranhos, em Mato Grosso do Sul, e atuante no agronegócio, utilizava sua propriedade rural para servir de entreposto para o recebimento e distribuição de drogas, principalmente maconha e cocaína.

Segundo a polícia, Pelincha contava com o auxílio direto de sua esposa, irmãos e cunhado na execução das atividades criminosas. As investigações demonstraram que Pelincha fornecia mensalmente às comunidades fluminenses cerca de duas toneladas de maconha e meia tonelada de cocaína. Edson Ximenes já foi preso em 2013 pela Polícia Federal e cumpriu pena por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele utilizava identidade falsa, em nome de Fabio Pereira de Souza, e está foragido do sistema prisional desde que progrediu ao regime semiaberto.

Tânia Garabini

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