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Dupla é detida repassando notas falsas em comércio no Centro de Macaé

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Um homem foi preso e uma menor foi apreendida com cerca de R$ 1 mil em notas falsas, na noite de terça-feira (7), em Macaé. As equipes do Serviço Reservado da Polícia Militar (P2), abordaram a dupla próximo a um comércio na Rua Julieta Barcelos, no Centro. A pena para o crime pode chegar a 12 anos de prisão e pagamento de multa.

 

No dia em que foi detida a dupla já havia passado 5 notas falsas de R$ 100 reais em diversos estabelecimentos da cidade. Na sexta tentativa, eles foram surpreendidos por um funcionário de um comércio que desconfiou da legitimidade da cédula e acionou os seguranças da loja, que chamaram uma viatura da PM. Ao perceber que estavam sendo descobertos, os dois suspeitos tentaram fugir, mas foram interceptados por militares da P2.

 

De acordo com o delegado da Polícia Federal, Júlio César Ribeiro, o esquema funcionava da seguinte forma: a menor era utilizada como isca para repassar as notas em estabelecimentos. Com boa aparência, a adolescente L.S.C., 17 anos comprava sempre algo de baixo valor para fazer girar o dinheiro verdadeiro. “De um total de R$ 500 em dinheiro falso, ela conseguiu reverter R$ 457 em notas verdadeiras. Um prejuízo enorme ao comércio local”, pontuou Ribeiro.

 

Por trás do esquema, estava o namorado da menor, Wallace de Souza Andrade e Silva, 20 anos, um jovem de classe média, morador da Riveira. Ele repassava as notas para que a adolescente as trocassem, na ilusão de que por ser menor de idade, a namorada ficaria impune ao crime cometido. A menor informou o esquema à polícia e disse ainda que estava trocando o dinheiro falso para poder investir em mais notas que segundo ela, seriam compradas do próprio namorado. Com base nas informações passadas pela adolescente, a Polícia Federal prendeu Wallace em casa, horas depois do flagrante. Na residência, a polícia encontrou outras cinco notas de R$ 100.  Em depoimento à polícia, o suspeito informou que teria recebido as notas pelo Correios após negociar a compra de R$ 1.500 reais em cédulas falsas pelo valor de R$ 300 em um grupo de whatsApp.

 

O outro rapaz, preso junto com a menor, foi liberado após prestar depoimento. De acordo com a polícia, ele estaria apenas conhecendo o “negócio ilegal”.  “Ele é ambulante e estava com muito receio do esquema, alegou estar apenas conhecendo e não chegou a praticar o crime. A menor conseguiu convencê-lo a acompanhá-la nas ações, oferecendo um lanche a ele”, relatou o delegado.

 

Wallace de Souza foi autuado duas vezes no artigo 289 do Código Penal Brasileiro por ceder e guardar moeda falsa e também no artigo 244 –B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por corrupção de menores. Ele participou na tarde de ontem de uma audiência de custódia no Ministério Público e depois foi levado para a sede da Polícia Federal, em Macaé, onde permanece preso. O suspeito estava em liberdade provisória após cumprir 120 dias de pena no presídio Ary Franco, em Água Santa, no Rio, sob a acusação de tráfico de drogas. A adolescente foi apresentada à justiça na presença de sua mãe, que assinou um termo de compromisso para a liberação da filha.

A Polícia Federal afirmou que prossegue com as investigações para que a quadrilha que vende as notas falsas seja desarticulada. “Essa juventude compra essas notas achando que é fácil, mas o crime não compensa. Eles trocam de número, mudam o grupo de whatsApp, mas no fim são encontrados. Nossa investigação continua com base no depoimento dos três suspeitos”’, encerrou Júlio César Ribeiro.

 

Bertha Muniz

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