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Delegacia de Macaé realiza mais uma operação para apreender fios e cabos elétricos vendidos fora das especificações legais

Bertha Muniz

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Ação foi deflagrada pelo delegado titular da 123a DP, Drº Evaristo Pontes.

Policiais da 123ª DP (Macaé) realizam, nesta quinta-feira (16), uma ação em uma empresa de fios e cabos elétricos, fora das especificações legais, em Olaria, zona Norte do Rio. O material comercializado de forma irregular além de induzir o consumidor ao erro coloca em risco a vida de pessoas.

A ação é um desdobramento de uma investigação da unidade que prendeu no último dia 2, três homens revendendo os fios e cabos em Macaé. Na ocasião eles foram presos em flagrante e a unidade instaurou inquérito para apurar a origem do material.

Com base em ações de inteligência e cruzamento de dados, os policiais identificaram a empresa responsável pela distribuição deste material em todo o estado. No interior da distribuidora, os agentes constataram a existência de grande quantidade de material para comercialização fora das especificações legais e com informações enganosas.

Por se tratar de produtos que podem ocasionar dano e ou perigo de incêndio colocando a vida de pessoas em risco, o material foi apreendido e será inutilizado.

Entenda o caso

Tudo começou quando o perito criminal , Polícia Civil, lotado no Posto Regional de Polícia Técnica de Campos dos Goytacazes, Alexandre Terra, foi informado pelo síndico, sobre a suspeita de má qualidade de cabos elétricos recém comprados pelo condomínio Mar do Caribe, no bairro Barreto, em Macaé.

O síndico percebeu que o produto não apresentava os dados do fabricante na embalagem . O perito constatou que se tratava de produtos impróprios para o uso em edificações e que representavam alto risco de acidentes, incluindo incêndio, explosões e choque elétrico, podendo causar a morte de pessoas, principalmente idosos e crianças, em caso de incêndio e/ou de choque elétrico.

Alexandre Terra ainda observou que os referidos cabos continham secção de cobre inferior a 50% do valor mostrado pela embalagem, sendo que devido esse fato os consumidores poderiam involuntariamente instalar cabos muito mais finos do que as especificações dos projetos, gerando aquecimento dos cabos e consequentemente o aumento do consumo de energia e possivelmente a ocorrência de incêndio, além do choque elétrico em usuários e instaladores, até porque, além da redução da secção de cobre desses cabos, não se pode garantir que o isolamento plástico desses cabos possui a qualidade exigida pelo Inmetro.

Mediante a constatação, o perito conduziu os entregadores dessa mercadoria para a 123a DP, local aonde o flagrante fora lavrado pelo inspetor de policia e presidido pelo delegado titular Drº Evaristo Pontes, o que desencadeou a operação policial ocorrida nesta quinta (16).

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