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Corpo de turista catarinense morta em trilha de Arraial do Cabo é sepultado em Florianópolis

Bertha Muniz

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Enterro aconteceu por volta das 17h50 deste domingo (25), o Cemitério Municipal do Rio Vermelho, em Florianópolis.

O corpo da turista Fabiane Fernandes, de 32 anos, encontrada morta em na trilha do Morro da Cabocla, em Arraial do Cabo na última quarta-feira (21), chegou na tarde deste domingo (25) em Florianópolis, Santa Catarina.

O avião pousou no Aeroporto Internacional Hercílio Luz às 14h18. Do local, o corpo foi levado para o Cemitério Municipal do Rio Vermelho, no Norte da Ilha, onde houve o velório.

Após o pouso do avião, foi aguardada a chegada do carro da funerária. Esse veículo saiu do aeroporto às 14h50 rumo ao cemitério.

O translado do corpo foi pago pela Prefeitura de Arraial do Cabo. A Prefeitura de Florianópolis informou que a funerária responsável pelo sepultamento fará o transporte até o cemitério e o enterro sem cobrar. O sepultamento ocorreu por volta das 17h50.

O CASO

Equipes de investigação estão agora atrás de imagens de câmeras de segurança que possam apontar pra um suspeito.

O delegado acredita que além de ter sido assassinada, Fabiane também tenha sido estuprada ou vítima de latrocínio, já que a bolsa dela foi encontrada com documentos, mas sem dinheiro.

Fabiane era administradora e proprietária de uma pousada em Florianópolis, Santa Catarina. Segundo a polícia, a turista estava em Arraial do Cabo com um amigo que é representante comercial e também é de Santa Catarina.

Cassius Machado, que motivou a ida de Fabiane para Arraial do Cabo, já foi ouvido no inquérito. Segundo o delegado, ele mora em Porto Alegre, trabalha com venda de produtos e tem negócios na região.

– Foi ele quem comunicou o desaparecimento de Fabiane ao Corpo de Bombeiros. Ele contou que era amigo dela, e que em conversas pelo aplicativo Instagram a mulher viu fotos de Arraial do Cabo e quis muito conhecer a cidade. Foi alugado um apartamento para ela, e Cassius foi trabalhar. Por volta das 10h do domingo, Fabiane enviou uma mensagem pelo WhatsApp perguntando a ele como pedir um Uber na cidade, mas ele disse que só foi ver por volta das 14h daquele dia. Ele mandou mensagens de volta, mas ela não visualizou. Por volta das 19h30 ele telefonou, mas Fabiana não atendeu.

No domingo (18) pela manhã, Cassius teria saído pra trabalhar e Fabiane decidiu fazer uma trilha. Antes, a jovem tomou café da manhã em uma de conveniência. Às 11 horas postou uma foto no perfil dela em uma rede social indicando que estaria em uma trilha no Pontal do Atalaia.

Porém, a imagem mostra a trilha da Prainha, no bairro de mesmo nome. Depois do post, Fabiane não deu mais notícias.

Foram três dias de buscas e o corpo da turista foi localizado nesta quarta-feira à tarde. Fabiane foi encontrada no meio da mata de uma àrea dominada pelo tráfico de drogas.  A princípio foi informado que uma cadela da Guarda Municipal havia localizado o corpo. Porém, a informação agora é de que um vigia que trabalhou como voluntário nas buscas foi o responsável por localizar a vítima.

Exames realizados no corpo apontaram que a vítima teve todos os ossos da face quebrados e morreu por traumatismo cranioencefálico. A Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga o caso, não descarta a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte.


 

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