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Caso Marino: Justiça revoga prisão e concede habeas corpus a advogado macaense

Bertha Muniz

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Com a revogação da prisão, o advogado irá responder ao processo em liberdade.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) revogou a prisão preventiva e concedeu um habeas corpus ao advogado macaense Marino Victer Dias Junior, nesta quinta-feira (5). Com a revogação da prisão, o advogado irá responder ao processo em liberdade.

O advogado de Marino, Felipe Roulien Guedes Camilo, usou as redes sociais para se manifestar sobre a decisão, afirmando que foi uma demonstração que a sinergia da classe é vital para preservação, inicialmente, dos direitos fundamentais ao processo judicial e a prerrogativas da advocacia.

“Quando há união em prol da Justiça esta sempre prevalecerá, onde posso dizer que as autoridades encarregadas da persecução judicial agiram e demonstraram que é possível uma Jurisdição humana e balizada com todos os conceitos de Justiça, observando, de sobremaneira, direitos e garantias à aqueles que estão sujeitos a um processo criminal”, declarou Roulien.

Marino foi preso no dia 15 de março em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Macaé, resultado de uma investigação sigilosa entre o Ministério Público e a Polícia Civil. Ele estava em sua casa, no momento da prisão, que foi acompanhada por representantes da OAB-Macaé.

O processo que resultou na prisão de Marino foi baseado na denúncia feita por dois homens, que afirmaram terem sido assaltados por um homem de sobrancelhas grossas, trajando terno e gravata. Os dois homens contaram à polícia, que reconheceram o advogado como autor do crime, quando foram efetuar um serviço na casa dele. Poucas horas após a prisão do advogado, várias pessoas se pronunciaram a favor de Marino.

Amigos e familiares chegaram a afirmar que ele não sabia andar de motocicleta e que os dois autores das denúncias contra o advogado, armaram contra ele. O presidente da 15ª Subseção da OAB/RJ (Macaé), Fabiano Paschoal, afirmou na época da prisão que a categoria estava trabalhando pelo habeas corpus e que acreditava na inocência do advogado. “A prisão é aparentemente estranha, levando em conta as provas do processo. Com todo respeito à decisão do Juiz, o que está nos autos não é suficiente para levar à prisão do mesmo. Esse é o entendimento da OAB”, pontuou Fabiano na época.

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