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Caso Marino: Ação que resultou na prisão de advogado em Macaé é contestada pela OAB

Bertha Muniz

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Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) requereu o pedido para garantir a prerrogativa da sala de estado maior à Marino Victer nesta terça (20). 

O caso do advogado macaense Marino Victer teve mais uma reviravolta nesta terça-feira (20). É que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) requereu o pedido para garantir a prerrogativa da sala de estado maior ao advogado, que está preso, desde a semana passada, na Casa de Custódia de Benfica, no Rio.

O direito à sala de estado maior é garantido aos comprovadamente inscritos nos quadros da OAB. Por lei, Marino tem direito a permanecer provisoriamente segregado em sala, com instalação e comodidades dignas ou, em sua falta, em prisão domiciliar.

A prisão de Marino é contestada por muitas pessoas, inclusive pela própria OAB. Em seu despacho, o presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB/RJ, Dr. Luciano Bandeira, afirma que o advogado possui mais de 10 anos na advocacia profissional, militando na advocacia criminal, servidor público, tendo exercido, inclusive, mandato de conselheiro tutelar em Macaé.

Marino foi preso na última quinta-feira (15), em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Macaé, resultado de uma investigação sigilosa entre o Ministério Público e a Polícia Civil. Ele estava em sua casa, no momento da prisão, que foi acompanhada por representantes da OAB-Macaé.

O processo que resultou na prisão de Marino foi baseada na denúncia feita por dois homens, que afirmaram terem sido assaltados por um homem de sobrancelhas grossas, trajando terno e gravata. Os dois homens contaram à polícia, que reconheceram o advogado como autor do crime, quando foram efetuar um serviço na casa dele. Poucas horas após a prisão do advogado, várias pessoas se pronunciaram a favor de Marino.

Amigos e familiares chegaram a afirmar que ele não sabia andar de motocicleta e que os dois autores das denúncias contra o advogado, armaram contra ele.

O presidente da 15ª Subseção da OAB/RJ (Macaé), Fabiano Paschoal, disse que o órgão está trabalhando para libertar Marino, pois acredita na inocência do advogado. “A prisão é aparentemente estranha, levando em conta as provas do processo. Com todo respeito à decisão do Juiz, o que está nos autos não é suficiente para levar à prisão do mesmo. Esse é o entendimento da OAB”, pontuou Fabiano.


 

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