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Assessor fez denúncia e participou de investigação que resultou em prisão de vereador em Macaé

Bertha Muniz

Publicado

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Vereador e outro assessor foram presos em flagrante e conduzidos para a sede da Polícia Federal na tarde desta terça-feira (27), onde irão passar a noite. 

O vereador José Queiróz dos Santos Neto, o Neto Macaé, irá passar a noite em uma cela provisória na sede da Polícia Federal. Neto e seu assessor, identificado como Ralf, foram presos no início da tarde desta terça-feira (27). Eles estavam no gabinete de Neto, na Câmara de Vereadores, quando foram surpreendidos com a chegada de agentes da PF.

A frente das investigações, o delegado titular da Polícia Federal, Felício Laterça, afirmou que contra Neto havia uma denúncia de apropriação indevida de parte da remuneração de servidores da Câmara, o chamado “peculato”. A acusação, segundo a PF, foi feita por um servidor concursado da Prefeitura de Macaé. O funcionário do município estava cedido para o gabinete do vereador Neto desde janeiro de 2017, recebendo um cargo comissionado.

O abono era repassado integralmente para o vereador, que exigia dos comissionados que o valor do cargo fosse devolvido. O repasse da quantia era feita ao assessor de Neto ou a ele próprio. “O servidor procurou a Polícia Federal para fazer a denúncia contra o vereador. Após narrar o ocorrido, ele foi orientado a nos acionar quando fosse fazer a entrega do dinheiro. No momento em que ele foi até o gabinete de Neto, nós fizemos o flagrante”, explicou Laterça.

No momento da chegada dos agentes das PF, Neto e o assessor tentaram desfazer o flagrante, alegando que o dinheiro seria de Ralf, mas entraram em contradição. “Ao ser questionado sobre o total do montante em dinheiro que estava em suas mãos, o assessor não soube informar quanto teria”, ressaltou o delegado.

No gabinete de Neto, foram apreendidos R$ 4,9 mil. O vereador do Partido Trabalhista Cristão (PTC) e seu assessor serão transferidos amanhã para o presídio Carlos Tynoco da Fonseca, em Campos dos Goytacazes. Lá, eles ficarão à disposição da Justiça, que decidirá se mantém as prisões ou as revoga, em regime cautelar. Por conta do foro privilegiado de vereador, o auto de flagrante de Neto Macaé será encaminhado ao Tribunal de Justiça. A pena para o crime de peculato é de 12 anos de reclusão.

A Câmara Municipal de Macaé, disse que não recebeu nenhuma notificação sobre a prisão do vereador e que não sabe informar se o mandado de Neto será cassado. Neto está no seu primeiro mandato e foi o sexto vereador mais votado nas últimas eleições, com 2.507 votos. A Polícia Federal informou que testemunhas serão ouvidas na sede da delegacia, em Macaé, nesta quarta. As investigações continuam por tempo indeterminado.


 

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