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Acusado de matar o filho para não pagar pensão alimentícia em Araruama é condenado a 33 anos de prisão

Bertha Muniz

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Julgamento de Robson da Silva Ribeiro levou mais de 15 horas e lotou o Fórum da Comarca de Araruama.

Começou na manhã desta quinta-feira (17) e terminou na madrugada desta sexta (18), depois de 15 horas, no Fórum da Comarca de Araruama , o julgamento de Robson da Silva Ribeiro, acusado da morte do filho de 13 anos. Condenado a 33 anos e 8 meses de reclusão, em regime fechado, o pai de Robson Júnior havia sido preso em março de 2017, logo depois que a Polícia Civil descobriu que o crime tinha uma relação com a cobrança de pagamento da pensão alimentícia.

Participaram da audiência oito testemunhas defesa e cinco de acusação, além de sete jurados. O fórum da cidade ficou lotado e teve gente que ficou no corredor porque faltou vaga na sala de audiência.

A mãe da vítima, Monalisa Aparecida, comemorou a sentença, anunciada pelo Juiz Rodrigo Leal Manhães de Sá por volta de 2 horas da manhã. "Foi uma dor enorme. Meu mundo desabou ali", relembrou.

De acordo com as investigações, depois do afogamento a criança ainda foi enterrada na areia da Praia do Dentinho, no Distrito de Praia Seca. A advogada de defesa do réu ainda tentou caracterizar o homicídio como culposo. O Tribunal do Júri entendeu que foi um homicídio doloso qualificado, com destruição, subtração ou ocultação de cadáver, conforme artigos 121 e 211 do Código Penal.

O caso

Robson Júnior saiu de casa no dia 5 de março uniformizado para ir a um cursinho preparatório e não voltou mais para casa.

O estudante foi encontrado morto na manhã do dia 10 de março de 2017, na areia, às margens de uma praia, quatro dias após desaparecer misteriosamente.Robson Júnior saiu de casa no dia 5 de março uniformizado para ir a um cursinho preparatório e não voltou mais para casa.

O desaparecimento de Robson também causou grande comoção nas redes sociais. Imagens do menino foram compartilhadas para ajudar nas buscas. O pai acusado do crime chegou a liderar movimentos cobrando justiça.

A Polícia Civil recolheu imagens de segurança, registros de coordenadas de GPS e de aplicativos de celular, informações de operadoras de telefonia, e ouviu testemunhas e teve provas de que o carro do pai estava nos locais onde o menino passou e o pai também esteve no local onde o menino foi encontrado morto.

Na época, o suspeito alegou, segundo a polícia, que encontrou com o filho ocasionalmente perto do colégio e o convidou a ir para a praia. Lá, por um descuido, Robson Junior teria se afogado, e o pai teria enterrado o filho para não ser responsabilizado. A Polícia Civil disse que a versão não se sustenta com as provas colhidas.

 

 

 

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