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Petrobras confirma vazamento de petróleo na Bacia de Campos

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Uma mancha foi detectada a cerca de 130 km da costa de Macaé

 

 

 

Um vazamento 1,4 mil litros de óleo atingiu a Bacia de Campos, no litoral de Macaé, na última quarta-feira (2). A informação foi confirmada pela Petrobras, por meio do site oficial da empresa. Uma mancha de 30 quilômetros decorrente do vazamento, que aconteceu em um dos tanques do FPSO Cidade do Rio de Janeiro, foi detectada a aproximadamente 130 km da costa de Macaé. A unidade afretada pela companhia e operada pela Modec do Brasil, já se encontrava com a produção interrompida desde julho de 2018 para processo de descomissionamento (desativação da unidade). O Ibama já sobrevoou o local para fazer o monitoramento. foi reduzida em cerca de 80% até ontem à noite, não havendo possibilidade de toque no litoral. As operações de dispersão envolveram nove embarcações desde a quarta-feira.

 

De acordo com a Petrobras, o Plano de Emergência foi imediatamente acionado por ambas as empresas. Medidas de controle da situação foram tomadas, cessando o referido vazamento. Três embarcações atuam na dispersão da mancha, cujo volume inicial foi estimado em 1,4 m³ de óleo. Os órgãos reguladores foram devidamente informados e uma comissão de investigação irá apurar as causas do incidente em cooperação com a Modec. 

A empresa petroleira nega, no entanto, que o óleo vazado tenha chegado ao litoral do Rio de Janeiro. Segundo a estatal, "80% da mancha já foram reduzidos e não há qualquer possibilidade de que ela venha a atingir o litoral, uma vez que o restante encontra-se a 130 km da costa". A FPSO Cidade do Rio de Janeiro é uma plataforma flutuante que produz, armazena e escoa petróleo e gás natural e se encontra fundeada no campo de Espadarte.

Em nota oficial, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense salientaram que: “O cenário reforça as mazelas do afretamento e da tercerização, que geram redução na segurança, tendo em vista que a fiscalização para a manutenção se torna mais difícil. Com isso, os trabalhadores que além de não terem condições mínimas de segurança para trabalhar ficam a mercê das empresas estrangeiras que não fazem o mínimo esforço para cumprir as leis e normas de segurança vigentes no Brasil”.

Tânia Garabini

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