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Vasco anuncia corte de funcionários para sobreviver a crise imposta pelo coronavírus

Sérgio Barcellos

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O Vasco é um dos muitos clubes no futebol que estão sendo prejudicados com a pandemia do coronavírus. Assim como outros, o Cruz-Maltino também está demitindo funcionários para tentar equilibrar suas finanças e sobreviver a crise. Nesta segunda-feira (11), o clube anunciou o corte de pouco mais de 50 funcionários.

As demissões não estavam nos planos do clube inicialmente. O clube esperava encontrar soluções para manter o fluxo de caixa e assim evitar os cortes, mas acabou não tendo o sucesso esperado. As informações dão conta também que o clube está buscando alguns acordos para as rescisões.

Uma das medidas adotadas pelo Vasco para tentar evitar os cortes foi a suspensão do contrato de trabalho de cerca de 60 funcionários no final de abril. As suspensões seriam para um período entre 1º de maio e 1º de julho. A medida foi baseada na Medida Provisória 936, publicada em 1º de abril. Mesmo com ela, a diretoria não conseguiu evitar as demissões.

Os colaboradores demitidos vão receber os salários atrasados e a verba rescisória de forma parcelada. O clube também informou que a primeira parcela será paga já no ato da demissão.

Na última sexta-feira (8), o Vasco contou com a entrada de alguns recursos, que possibilitou o clube a pagar a folha de fevereiro a funcionários que recebem até R$ 1.800 e atletas com menores salários do grupo. Os funcionários que recebem acima de R$ 1.800 tiveram depositada a quantia de R$ 1.300 referente a parte do vencimento de fevereiro, que está em aberto. O Vasco priorizou os colaboradores com salários menores e os que estão trabalhando em "full-time", seja em São Januário ou remotamente, no atual momento.

Outra boa notícia é que também na sexta, o clube pagou o mês de janeiro aos jogadores que recebem até R$ 50 mil. O pagamento contou com a concordância dos líderes do elenco, para que os atletas com os menores salários tivessem prioridade. Já os atletas que ganham mais que R$ 50 mil mensais ainda não receberam em 2020.

Foto: Rafael Ribeiro

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