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Rogério Ceni tenta explicar a eliminação precoce do Flamengo na Libertadores

Sérgio Barcellos

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O Flamengo se despediu de forma precoce da Copa Libertadores da América. De forma melancôlica, o Rubro-Negro perdia em casa para o Racing até os 48 minutos da etapa final, quando Arão deixou tudo igual. Com o 1 a 1 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis. E se nos 90 minutos foi herói, coube a Arão o papel de vilão ao perder o único pênalti da disputa que acabou por eliminar o time carioca da competição.

O prejuízo é quase que imensurável. Atual campeão do torneio, o Flamengo era apontado por muitos como um dos principais favoritos. E o Rubro-Negro tinha mesmo tudo para se destacar frente aos demais e manter seu reinado na América do Sul. Além de manter a base do ano passado, ainda se reforçou com grandes jogadores, mas perdeu Jorge Jesus, que ao que tudo indica, era o principal pilar para o sucesso do time.

"O peso é gigantesco. A Libertadores tem o maior significado dos campeonatos que nós jogamos na América do Sul. Não há como mensurar o tamanho, o prejuízo financeiro, de confiança, o que pode afetar para o dia a dia. O que temos que fazer é continuar trabalhando firme, fazer com que a equipe produza mais para conquistar o último título, que é o Brasileiro",   disse Rogério Ceni.

O treinador foi bastante criticado por suas escolhas para a partida. Uma delas foi deixar Pedro no banco de reservas. A outra foi bancar a escalação de Gustavo Henrique entre os titulares. Em má fase, o jogador falhou no gol dos argentinos. Por fim, o treinador foi questionado também por ter sacado Arrascaeta e Everton Ribeiro do time quando a equipe precisava de gols para reagir. Na coletiva após a partida, o treinador tentou se explicar.

"Era um jogo que, por mais qualidade que eles (Arrascaeta e Everton) tenham, se faz necessária a velocidade pelos lados. Reforçamos o meio, abrimos Vitinho pela direita e Bruno Henrique pela esquerda, arriscando um pouco mais para manter a pressão", explicou Ceni.

Sobre Pedro, ele deu a seguinte explicação: "O Pedro não tinha condições de jogar 90 minutos. Avaliamos que 30 minutos era o que poderia entregar de melhor para gente. Pedro vinha de lesão, treinou apenas dois dias com a gente e não tinha condições de jogar uma partida inteira. Seguramos o máximo que deu para colocá-lo", encerrou Ceni.

Foto: Alexandre Vidal

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