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Presidente do Fluminense explica postura do time diante do pandemia do coronavírus

Sérgio Barcellos

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O presidente Mário Bittencourt participou nesta semana de uma live com o juiz do trabalho Marcos Dias. No bate-papo, o presidente do Fluminense abordou vários assuntos. Um deles foi o posicionamento contrário do clube sobre a volta do Campeonato Carioca e o futebol em geral.

Desde o início da pandemia, o Fluminense adotou com rigor o isolamento social e vem se posicionando contra o retorno das atividades para preservar a saúde dos jogadores. No bate-papo, Mário explicou a postura adotada no clube.

"No Fluminense fizemos várias reuniões, minha com a comissão técnica, mas que engloba todo mundo: médico, psicólogo... E a posição que recebi deles foi a seguinte: se os atletas treinarem no CT de forma individual, sem bola, sem coletivo, vão ter ganho de 7% a 10% a mais do que teriam treinando em casa. Diante disso, acho que, sinceramente, no pico da pandemia, com o número de mortes elevado todos os dias, para mim é um contra senso ouvir da parte técnica esse ganho e tirar as pessoas de casa, para fazerem esse percurso de ir e voltar e possam carregar o vírus para lá e para cá", explicou Mário.

O presidente ainda complementou: "Se tivéssemos a possibilidade de ficar toda a comunidade do futebol confinada em três, quatro hotéis, e jogar, diminuiria muito o risco do contágio. Mas como as realidades são diferentes... Ouço pessoas falando assim: "Estamos no mesmo barco". Não! Estamos na mesma tempestade, mas os barcos são diferentes. Tem gente de navio, lancha, iate e canoa sem remo. Existem clubes de menor expressão que não têm CT, têm mais dificuldades. No nosso próprio CT, a parte de campo e vestiário está terminada, mas não temos dormitório, por exemplo", pontuou o mandatário.

A postura do Fluminense só vai mudar quando as autoridades de saúde liberarem a retomada completa das atividades. "Que isso siga até setembro, outubro, novembro... A discussão é matemática. Quando a gente olhar e tiverem 30 mortes por mês, e estiverem sobrando mil leitos, aí sim voltam as atividades para manter a economia funcionando. Vamos atender a todos os protocolos, invariavelmente uma ou outra pessoa vai se contaminar, mas tendo a possibilidade de todos serem atendidos", encerrou Mário.

Foto: Lucas Merçon

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