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Marcelo Oliveira reluta em adotar esquema tático que vem fazendo sucesso no Fluminense

Sérgio Barcellos

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Marcelo Oliveira nunca escondeu desde que chegou ao Fluminense que não gosta do esquema com três zagueiros. Seu antecessor, Abel Braga armava o Tricolor das Laranjeiras com essa formação pois entendia ser o melhor para a equipe, com os jogadores que tinha a disposição. Marcelo por sua vez, utiliza o esquema de forma situacional.

Na coletiva de imprensa após a vitória sobre a Chapecoense, o treinador explicou o porque reluta em adotar o 3-5-2 como formação oficial da equipe. “Quando você define um esquema, o adversário já vem preparado. No caso do Fluminense, o treinador tem que adequar também à característica dos jogadores. Essa combinação (Digão, Gum e Ibañez) tem sido melhor que a linha de quatro, porque o time acaba ficando um pouco mais exposto. Está indo bem”, afirmou Marcelo Oliveira.

A renúncia em adotar o 3-5-2 tem explicação e para entender isso, basta analisar a carreira do próprio treinador. Quando foi bicampeão com o Cruzeiro em 2013 e 2014, Marcelo utilizava um único esquema tático, o 4-2-3-1. Em 2015, ele assumiu o Palmeiras e tentou implantar no Verdão a mesma formação tática, mas não obteve sucesso. Apesar do título da Copa do Brasil daquele ano, ele acabou sendo demitido do Palmeiras no ano seguinte.

Tanto no Cruzeiro como no Palmeiras, Marcelo Oliveira se tornou refém do próprio esquema tático. Suas equipes se tornaram previsíveis e ele simplesmente não conseguia se reinventar. Ao que tudo indica, ele aprendeu com o erro e agora não quer voltar a repeti-lo. Dessa forma, Marcelo pretende pensar o Fluminense jogo a jogo, armando a equipe de acordo com o adversário e com os jogadores que tem a disposição.

Só que após duas vitórias consecutivas, sobre Deportivo Cuenca e Chapecoense, o treinador já começa a repensar a idéia de adotar de vez a formação. Para o duelo deste sábado contra o Grêmio, Marcelo Oliveira adota o mistério e não confirma a equipe. Só que nos bastidores se afirma que o Fluminense tem boas chances de repetir a formação.

Foto:  Lucas Merçon


 

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