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Fluminense atrasa parcela de compras de dois jogadores

Sérgio Barcellos

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O Fluminense já atravessava uma crise finaceira antes mesmo do coronavírus. Com o avanço da pandemia, o Tricolor das Laranjeiras vem encontrando ainda mais dificuldades para manter as contas em dia. Uma prova disso é que o clube atrasou as prestações de compra de Fernando Pacheco e Michel Araújo.

Fernando Pacheco e Michel Araújo tiveram 50% de seus direitos econômicos comprados nesta temporada. Os dois se tornaram os maiores investimentos do Fluminense até aqui em 2020. Pacheco foi contratado junto ao Sporting Cristal, do Peru, por US$ 700 mil dólares (cerca de 2,8 milhões na cotação da época). Esse valor está previsto para ser pago em dez parcelas.

Já Michel Araújo foi comprado junto ao Racing, do Uruguai. O jogador custará aos cofres do Fluminense US$ 800 mil dólares (valor que corresponde a cerca de R$ 3,3 milhões). A compra foi parcelada em seis prestações.

O atraso no pagamento ao Sporting Cristal foi divulgado via imprensa no fim de março. Segundo informações, o Racing ainda não recebeu a primeira quantia prevista para o mês passado. Cabe lembrar que a diretoria ainda não conseguiu quitar também os 60% restantes dos salários de fevereiro de jogadores e funcionários,

Diante da crise, a diretoria do Fluminense entrou em contato com os dois clubes antes mesmo do vencimento das prestações. A diretoria tricolor se alegou problemas no fluxo de caixa e pediu para renegociar novas datas. A iniciativa partiu do presidente Mário Bittencourt, numa tentativa de demonstrar que não há intenção de calote e manter a boa relação com os clubes. A medida parece ter surtido efeito, uma vez que Sporting Cristal e Racing não fizeram nenhum tipo de reclamação pública sobre os atrasos.
Pacheco tem oito jogos (dois como titular), um gol e duas assistências pelo Flu, enquanto Michel Araújo entrou em campo três vezes (nenhuma desde o início) e ainda não desencantou.

Foto: Lucas Merçon

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