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Flamengo não irá reduzir salário de jogadores durante paralisação por coronavírus

Sérgio Barcellos

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A pandemia do coronavírus chegou com tudo ao Brasil e gerou grandes mudanças na rotina das pessoas. O futebol também não ficou de fora e foi afetado drasticamente com a paralisação dos jogos em todo o país. A interrupção das atividades gera prejuízos inimagináveis aos clubes e também aos jogadores.

Existe respaldo nas leis trabalhistas do Brasil para a uma eventual redução do salário dos jogadores. O artigo 503 da CLT, prevê que o empregador possa reduzir em até 25% os salários de seus empregados "em caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados". Já antecipando qualquer tipo de manifestação, o Flamengo veio a público informar de não irá se beneficiar do artigo.

"Em caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados, a redução geral dos salários dos empregados da empresa, proporcionalmente aos salários de cada um, não podendo, entretanto, ser superior a 25% (vinte e cinco por cento), respeitado, em qualquer caso, o salário mínimo da região.", diz o artigo.

Outro fator importante também é sobre o direito de imagem. Isso porque esses valores muitas vezes são considerados como salário, até mesmo pela Justiça do Trabalho. Sendo assim, o empregador também poderia recorrer da obrigação de pagar tais valores. Novamente, o Flamengo se posicionou afirmando que irá manter os acordos com os jogadores.

O orçamento deste ano do Flamengo é de cerca de R$ 25 milhões por mês com salários e direitos de imagem. Por conta do coronavírus, o clube suspendeu suas atividades até a próxima segunda-feira (23).

Foto: Alexandre Vidal

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