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Diretoria do Flamengo está sob investigação interna por conta do caso Paquetá

Sérgio Barcellos

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A diretoria do Flamengo está sendo investigada por conta da venda do meia Lucas Paquetá ao Milan. Na última quarta-feira, o Conselho Deliberativo do Rubro-Negro abriu um inquérito para investigar o caso. A decisão partiu do presidente do órgão, Rodrigo Dunshee. A compra de Vitinho também está sob investigação.

Uma das principais críticas em relação a venda de Paquetá está no valor da negociação. O Milan fechou com o Flamengo o pagamento de 35 milhões de euros, valor bem abaixo da multa rescisória de 50 milhões de euros. Outro ponto que gera questionamento é o momento da venda, já que o Rubro-Negro está na reta final do Campeonato Brasileiro, onde briga pelo título. Há entre os conselheiros o temor que de a venda possa tirar o foco de Paquetá nos últimos jogos, fazendo com que ele caia de rendimento.

“A transação do Paquetá tem características fora do padrão que chamam atenção. A janela só abre em janeiro, mas a venda está sendo feita no meio do campeonato. Do preço total, 30% vão para a empresa. É grave o fato de a venda ser feita por um valor abaixo da multa. Eu, como presidente do Conselho Deliberativo, não posso ter outra atitude que não seja apurar essa negociação. Será aberto um inquérito para estudar o que aconteceu. Acho muito estranho, acho que tem outros interesses”, afirmou Dunshee. O curioso é que ele também concorre na próxima eleição como vice presidente na chapa de Rodolfo Landim, candidato da oposição.

Do outro lado da história, o presidente Eduardo Bandeira de Mello se mostra tranqüilo sobre o assunto. Para ele, os ataques estão sendo orquestrados por conta do período eleitoral, onde a oposição tenta tumultuar o ambiente e jogar contra a situação.

“No futebol mundial vocês vão encontrar pouquíssimas transações com o valor total da multa. Até porque não seria negociação. Agora não dá para ficar lendo e ouvindo absurdos sobre isso. A transação foi feita por um valor muito próximo da multa, considerado suficiente e atrativo”, defendeu-se o atual presidente Bandeira.

Foto Gilvan de Souza


 

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