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Egídio fala sobre críticas e retomada da titularidade no Fluminense

Sérgio Barcellos

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Alvo de críticas no Fluminense, o lateral-esquerdo Egídio foi o escolhido pela assessoria de imprensa do clube para a coletiva desta sexta. Sem se esconder, o jogador falou sobre o início ruim no Campeonato Brasileiro e a retomada da condição de titular no time. Atualmente ele é o líder de assistências e desarmes da equipe.

"Iniciei o ano como titular e e acho que fui bem, junto com o time. Mas a sequência de jogos pós-pandemia quarta e domingo foi muito forte. Joguei 11 ou 12 jogos seguidos quarta e domingo. Aquilo ali deu uma carga excessiva para mim. Pesa para qualquer um, para um garoto de 20 anos. E pesou para mim. Aí vieram as críticas, que não me abatem, assim como os elogios não me empolgam. Não tinha tempo para treinar. Era jogar, “descansar” e jogar de novo. Quando saí do time, pensei: “não tenho o que reclamar, agora tenho tempo para treinar”. Foi o que fiz. Treinei, me preparei, aguardei, respeitei o momento do Danilo, para que quando voltasse ao time, fosse em alto nível. Foi isso que aconteceu. Estou tendo boas atuações. Lógico que temos sempre a melhorar, é o que sempre buscamos. É manter nossos pés no chão, para seguirmos firmes e fortes para que cada vez mais cresçamos, não só individualmente, mas no coletivo", disse Egídio.

O lateral participou apenas de 18 das 35 partidas do Fluminense no Campeonato Brasileiro. No início da competição, ele perdeu a posição para Danilo Barcelos e só recuperou o posto a partir da 31ª rodada. Mesmo com poucos jogos, Egídio lidera o ranking de assistências, com cinco passes decisivos e também o de desarmes, com 67 roubos. Por conta desses números, ele fez uma espécie de desabafo na coletiva.

"Eu fiquei muitas partidas no banco e não perdi a liderança de assistências. Sou líder isolado, com nove, e de desarmes também. E sou lateral. A maioria dos meus passes para gol foi de bola rolando, não foi bola parada. As pessoas veem só os erros. Por que sou líder de assistência? Porque eu tento, vou no fundo e cruzo. Se eu ficasse só ali atrás tocando de lado, talvez eu não recebesse críticas. Prefiro receber tentando do que me omitir e não vir as críticas e não ter números bons. Se os números estão significativos para mim continuarei tentando. Não me preocupo com o que vem de fora. É por isso que tenho essa retomada com as boas atuações. Penso no Fluminense. Vestir essa camisa, dar meu melhor dentro de campo. E é isso que está acontecendo", disse o jogador.

Foto: Mailson Santana

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