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Setor petroleiro está otimista com retomada de negócios na Bacia de Campos

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E OPEP assegura que o Brasil apresenta a segunda maior taxa de produção mundial de petróleo

 

Contrapondo o pessimismo dos sindicalistas quanto as demissões resultante dos descomissionamentos de plataformas, especialistas, organizações e economistas ligados as áreas de petróleo estão otimistas quando a economia específica, mas pedem uma política de mais “realista” principalmente para a Bacia de Campos. Os analistas acreditam que, para Macaé possa voltar a ostentar a alcunha de “capital do petróleo” os contratos de serviço sejam cumpridos. Outra boa notícia é que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) previu que o Brasil deverá apresentar a segunda maior taxa de expansão da produção de petróleo no ano que vem fora do cartel, atrás apenas dos Estados Unidos.

 

Enquanto o ano de 2018 foi uma continuação da crise de anos anteriores para a região e o setor offshore, ao mesmo tempo, assistiu uma mudança na política que desengessou o Estado e também a Petrobras, que hoje busca a excelência e a clareza ética. Para os especialistas, como Sebastião Braz, que concedeu entrevista à Petronotícias, “o ponto de equilíbrio entre a desempenho de desempenho e o preço contratado precisa ser ajustado, equilibrado e atender às partes, de modo a permitir o mínimo de ajustes necessários”. No seu entender, isso permitirá a retomada de bons negócios.

Outra otimista com esse cenário do petróleo é Caroline Garabini Cerzózimo, ex diretora de negócios e contratos com a Petrobras de uma empresa offshore em Macaé e hoje residente na Noruega. A administradora de empresa acredita que o Brasil e especialmente a Bacia de Campos sentirá mudanças de bons ventos dentro de dois a três anos, principalmente com as mudanças políticas que vem sendo anunciadas, onde as estruturas governamentais serão enxutas e com gestões mais claras e menos onerosas, voltadas para a realidade econômica que atinge todo o país. Essa racionalização de gastos – para a administradora – é mais do que necessária e trará dividendos para todos, “mas nada será como antes. Quem ganhava R$ 5 mil hoje é convidado a voltar no mesmo cargo com salário de R$ 1 mil. Se não quiser tem outro que aceitará. Essa é a realidade que ainda veremos por mais dois anos à frente. É preciso ser realista- desde o simples comerciante até as grandes empresas – e com isso superarmos e passarmos a crescer”, finaliza a jovem administradora.

Entre os otimistas de plantão está a diretoria da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O órgão prevê que o Brasil deverá apresentar a segunda maior taxa de expansão da produção de petróleo no ano que vem fora do cartel, atrás apenas dos Estados Unidos. A estimativa para o Brasil é de um abastecimento de 3,63 milhões de barris por dia (bpd) em 2019 ante suprimento de 3,26 milhões de bpd este ano. Sobre a oferta de fora da Opep no ano que vem, a Organização conta com um forte crescimento devido à “forte elevação dos investimentos” em petróleo nos EUA, bem como o “crescimento robusto” esperado com os novos projetos no Brasil.

Tânia Garabini


 

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