Mídias Sociais

Destaque

Secretário executivo da ABESPetro aponta saída para crise na indústria do petróleo no Brasil

Publicado

em

 

Em entrevista ao site da Prefeitura de Macaé, executivo acredita no retorno dos investimentos no setor

 

Foto: Bruno Campos

 

Tunan Teixeira

Desde que saiu do seminário “Panorama Atual e Futuro da Indústria de Óleo e Gás no Brasil”, há cerca de um mês, o Prefeito de Macaé, Dr. Aluízio, que palestrou no evento, vem se mostrando animado com o que ouviu dos investidores do setor durante o evento.

Segundo fontes ligadas ao prefeito, a indústria privada estaria pronta para injetar capital nos campos pós-sal na Bacia de Campos, que tiveram suas atividades reduzidas devido à redução de investimentos da Petrobras.

A saída seria a abertura dos campos para o capital privado, principalmente internacional, que estariam interessados em realizar investimentos imediatos, o que poderia reaquecer a economia e gerar até mil empregos na cidade e na região.

Com a aproximação da Brasil Offshore, uma das maiores feiras mundiais voltadas à indústria do petróleo, o secretário executivo da Associação Brasileira de Empresas de Serviços do Petróleo (ABESPetro), Gilson Coelho, falou ao site da prefeitura sobre a expectativa do setor para o futuro da indústria no país e na cidade.

Na entrevista, publicada esta semana na página do governo municipal, o executivo revela que as mudanças no setor, como a extinção da obrigatoriedade do operador único no pré-sal; a correção de distorção e ampliação da política de conteúdo local; o anúncio do calendário plurianual de leilões referente aos três anos subsequentes; e o aprimoramento da Política de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; trarão benefícios para a indústria de petróleo e gás natural.

Para ele, ações adequadamente estruturadas podem restabelecer o patamar de investimentos das petroleiras no Brasil para cerca de 40 a 50 bilhões de dólares e reduzir a dependência que o sistema de fornecedores tem do mercado nacional, mantendo-se empregos e a arrecadação no longo prazo.

O secretário executivo da ABESPetro, que é uma associação civil sem fins econômicos, fundada em 2004, avalia que essas mudanças foram fundamentais para a retomada do crescimento do setor, que começará a viver um novo ciclo de desenvolvimento em breve.

“As medidas que já foram tomadas e estão sendo anunciadas reforçam a nossa certeza de que iremos vivenciar um novo ciclo de desenvolvimento da indústria”.
Sobre a situação da cidade, que perdeu 26 mil empregos desde que a crise internaciona do petróleo estourou, em 2014, Gilson confirmou ao site do governo municipal a possibilidade de uma retomada de investimentos de forma imediata.
“Macaé é o epicentro desse setor pois concentra as principais empresas fornecedores de bens e serviços do mundo e este é um ativo estratégico para o país. A retomada de empregos se dará com a contínua manutenção dos leilões e dos projetos de O&G (Óleo & Gás), cujas fases de exploração, desenvolvimento, produção e até mesmo o descomissionamento geram muita riqueza e empregos para o país. Por exemplo, no desenvolvimento do campo de Libra, no pré-sal, as estimativas de investimentos atingem aproximadamente 100 bilhões de dólares. Em outras palavras, a reativação de campos e áreas petrolíferas gerarão empregos imediatamente”, declarou o secretário executivo da ABESPetro, ao site da prefeitura.

Mais lidas da semana