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Safra de cana de açúcar pode ser indício de revitalização na indústria sucroalcooleira de Campos

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Quedas recentes no preço da gasolina animaram presidente do sindicato dos usineiros, que fala em preço do álcool mais compatível

 

 

 

Tunan Teixeira

Segmento que já foi um dos mais fortes da região, e até do país, no início da colonização portuguesa, a indústria da cana de açúcar, chamada de sucroalcooleira, pode estar em processo de revitalização no município de Campos dos Goytacazes.

Para quem nasceu depois da chegada da Petrobras, no final da década de 70, pode ser difícil lembrar, mas o setor produtivo já representou a principal atividade econômica da região Norte Fluminense, até entrar em declínio no final da década de 80, quando a indústria do petróleo chegava à sua consolidação.

De acordo com reportagem da Viu!Online, atualmente Campos conta com duas usinas em operação, a Coagro e a Paraíso, e uma terceira, Canabrava, estaria em vias de produzir, deixando no setor a expectativa de movimentar 250 milhões de reais em 2017, e gerar cerca de 8 mil empregos nos próximos 7 meses.

O site da revista conta que depois de longos períodos de seca, a nova safra poderia representar um alento para a combalida economia regional, já que os efeitos da crise internacional na comercialização de petróleo e gás natural, potencializada pela crise econômica em que vive o país, vêm aumentando o número de desempregados e acelerando o crescimento no índice de pobreza da região.

“Só em Campos dos Goytacazes, cidade com pouco mais de 400 mil habitantes e sede das três unidades sucroalcooleira, são 30 mil chefes de família desempregados, segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho”, aponta a reportagem, que ouviu o economista Ranulfo Vidigal, que lembrou ainda que o índice de pobreza extrema em Campos cresceu 30% desde 2015.

O economista acredita ainda que a safra atual poderia representar uma boa opção de empregos sazonais, e imagina reflexos positivos nas próximas estatísticas do CAGED, mesmo com a crise econômica e a falta de financiamentos federais, devido à previsão de chuvas, mais oferta de matéria prima, e preços mais compatíveis com o mercado.

“Mas o álcool também recuperou valor de mercado, depois que o governo adotou uma política de preços mais realista para os combustíveis. A tabela passou a ser de acordo com o mercado e não o tabelamento imposto para segurar o índice inflacionário. Com isso a gasolina teve reajuste e o preço do álcool, que tradicionalmente é cotado em 70% do valor da gasolina, também ganhou melhor cotação”, explicou à revista o presidente do Sindicato dos Produtores de Açúcar e do Álcool do Norte Fluminense, Frederico Paes, que também é presidente da Coagro (Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio), proprietária da Usina Sapucaia.

O presidente se refere às quedas recentes anunciadas pela Petrobras nos preços da gasolina e do diesel, que vem caindo desde o fim de 2016, quando a empresa reduziu o preço nas refinarias por duas vezes, em outubro e novembro do ano passado.

 

Foto: Divulgação

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