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Leilões de petróleo prometem retomada no setor e devem render R$ 30 bilhões em investimento na região

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Rodada de leilões da bacia de Campos acontece em setembro e expectativa é grande no setor de óleo e gás

Bertha Muniz

Retomada é a palavra que pode alavancar a economia do país e do Estado do Rio de Janeiro em meio a crise financeira. Os alicerces desta recuperação estão concentrados nos setores de petróleo e gás natural. Ao todo já são dez os leilões de petróleo marcados para o período de 2017 a 2019 e que devem render US$ 30 bilhões em investimentos para o Estado do Rio. O cálculo é da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e considera o aporte necessário para desenvolver os campos localizados no litoral do estado ao longo do contrato, de 35 anos.

Macaé se destaca nessa recuperação e considera a próxima edição da Brasil Offshore o ponto para alavancar o segmento e as receitas do petróleo.A expectativa se fundamenta ainda mais na 14ª rodada de leilões de novas áreas na Bacia de Campos, previstos para logo após a Brasil Offshore.

De acordo com o presidente da ACIM, Emerson Esteves, é com grande entusiasmo que vemos este novo momento na indústria do petróleo. “Somos a Capital do Petróleo e temos uma expectativa muito positiva, com estas possíveis descobertas. Apesar da cidade estar aprendendo estimular sua economia em outros segmentos além do petróleo, o setor de óleo e gás é muito dinâmico e tem o maior potencial de alavancar não só a economia municipal como também a nacional, e assim aumentar a confiança dos empresários novamente", enfatizou Esteves.

Somente nos blocos do Rio a expectativa é de que sejam descobertas, reservas de, no mínimo, 4 bilhões de barris de petróleo. Segundo os cálculos da ANP o estado deve receber cerca de US$ 8 bilhões em royalties nas três décadas e meia. Além disso, são estimados outros US$ 400 milhões para o estado, no mesmo período, em participações especiais (compensação financeira que incide sobre campos de elevada produção). O pico dos investimentos esperados nos campos está previsto para 2025. Hoje, a maior dívida do Estado do Rio é com a União, de R$ 5 bilhões por ano, valor que vem tentando renegociar. Mesmo com toda a turbulência do mercado de óleo e gás, Macaé ainda é a cidade polo da produção de petróleo no Brasil. A região concentra, 64% da produção nacional de petróleo. Ao todo, são 711 poços de exploração.

“Todos nós estamos sentindo o impacto da crise que se alastra pelo país, desde 2015. O comércio de Macaé foi o que mais sofreu devido às inúmeras demissões no setor do petróleo ao longo desses anos. A retomada da indústria é a nossa grande expectativa, pois, quanto mais emprego, maior o consumo no comércio local”, disse o presidente da CDL Macaé, Luis Henrique Fragoso (Ferreti).

O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, destaca o forte impacto econômico que tais descobertas e o seu desenvolvimento poderão trazer de benefícios diretos e indiretos ao Estado do Rio. " Os leilões vão incentivar a volta dos investimentos, o desenvolvimento e a geração de renda", destacou Oddone, afirmando que durante a OTC, a feira internacional do setor, que correu em Houston, nos Estados Unidos, na última semana, os investidores internacionais, tanto de empresas de petróleo como investidores de fundos privados, se mostraram bastante interessados em conhecer detalhes dos leilões previstos para este ano. O executivo explicou que projeções sobre o potencial das áreas a serem ofertadas nos dez leilões e na economia fluminense foram feitas com base em análises técnicas internas realizadas pela ANP para a preparação dos certames e para fixar o valor dos bônus de assinatura.

Ao todo, a previsão da ANP é que os dez leilões gerem US$ 83 bilhões em investimentos no país, além de outros US$ 125 bilhões em investimentos indiretos (com o petróleo a US$ 50 o barril). E o potencial total de reservas estimado nas áreas dos leilões é de cerca de dez bilhões de barris.

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