Mídias Sociais

Destaque

Firjan apresenta potencial do mercado petrolífero no Rio aos novos deputados fluminenses

Avatar

Publicado

em

 

Reunião foi realizada na Alerj em dezembro com os novos parlamentares eleitos

 

 

 

Internalização do Repetro com correção de critério de atratividade, fortalecendo a cadeia produtiva presente no estado e criação de condições favoráveis ao aumento do fator de recuperação dos campos maduros com incremento de produção na área de petróleo e gás são alguns dos fatores apresentados aos novos deputados estaduais, por uma equipe técnica da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) para alavancar o mercado desse segmento estadual.

Outras sugestões é o fortalecimento do mercado de gás natural, na esfera federal, com a flexibilização necessária para um cenário de vários produtores e milhares de consumidores; e a construção e viabilização de um plano diretor para o Rio, que amplie a oferta de infraestrutura terrestre e marítima para apoio às operações de exploração e produção, refino, transporte e distribuição.

Em 2018, foram investidos mais de R$ 57 bilhões em óleo e gás no Brasil, e no período de 2019 a 2021, em média, serão mais R$ 72 bilhões por ano, de acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Só no estado do Rio, foram produzidos aproximadamente 70% do óleo do país e 50% do gás natural. Entre janeiro e agosto, no Rio, foram R$ 13 bilhões em participações governamentais e utilizados mais de 70% da capacidade de refino.

Os dados foram detalhados por Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, no evento “Agenda do Futuro”, organizado pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Rio, órgão vinculado à Assembléia Legislativa do estado do Rio de Janeiro (Alerj). Karine apresentou os dados do documento “Potencial dos Mercados de Petróleo, Gás Natural e Naval para o Rio de Janeiro”, editado pela gerência em dezembro de 2018.

Os investimentos no mercado de petróleo e gás (P&G) foram uns dos destaques, visto que o Rio se manterá como principal pólo atrativo nos próximos anos. “Estão previstas instalações de 16 sistemas de produção offshore e o início de mais de 14 projetos de produção offshore até 2023”, informou Karine, que também é superintendente geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP).

Pautas prioritárias

Com o fortalecimento dessa cadeia produtiva, é possível ter um mercado maduro, com vários produtores e consumidores e maior competitividade, segundo Karine. Por outro lado, ela ressaltou que é preciso levar em consideração que o mundo caminha para a redução da emissão de carbono, ampliação da oferta de energias mais sustentáveis e o gás natural é o principal caminho para essa transição, além dos investimentos no desenvolvimento de tecnologias pelo mercado de petróleo e gás, mas são capazes de serem utilizadas por outros segmentos da economia”, pontuou.

No fim de dezembro, o ex-presidente Michel Temer editou o Decreto nº 9.616/2018, renovando o marco regulatório para o transporte e as atividades de tratamento, processamento, estocagem, liquefação, regaseificação e comercialização de gás natural. “Esse já é um passo importante para o fortalecimento do mercado de gás no país”, acrescentou Karine. O evento na Alerj reuniu políticos recém-eleitos e representantes do setor produtivo e de segmentos da sociedade civil para debater temas considerados estratégicos para a retomada do crescimento econômico fluminense.

Tânia Garabini


 

Mais lidas do mês