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Dieese: Salário mínimo de trabalhador deveria ser de R$ 3.960,57

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Preço da cesta básica no estado é a segunda mais cara em todo o país

 

 

 

 

Segundo estudo do Dieese, o trabalhador brasileiro deveria receber quase quatro vezes o valor do atual do salário mínimo (R$ 998,00) para conseguir manter a sua família, consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. A cesta básica no estado do Rio de Janeiro foi considerada como a segunda mais cara do país. Ela chegou a custar R$ 466,75 em dezembro de 2018.

Em doze meses, a variação de seu valor foi de 11,47%. Com isso, foi o segundo maior valor da cesta básica entre as 18 capitais pesquisadas pelo DIEESE. Os produtos que mais aumentaram foi o tomate (113,28%), seguido da batata com 17,18% e o leite com aumento acumulado de 14,78%. Já os produtos com menor aumento foram o óleo e café. Em dezembro de 2018, o trabalhador carioca cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou - para aquisição da cesta - cumprir jornada de trabalho de 107 horas e 38 minutos. Em novembro, esta jornada foi de 106 horas e 08 minutos. Já em dezembro de 2017, foram necessárias 98 horas e 19 minutos.

O custo da cesta no Rio de Janeiro, em dezembro de 2018, comprometeu 53,18% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em novembro, o percentual exigido foi de 52,44%. Já em dezembro de 2017, demandou 48,57% do salário mínimo.

 

Aumento Geral

 

Em 2018, o valor da cesta básica aumentou nas 18 capitais do país onde o DIEESE realizou mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de alimentos. As altas mais expressivas, entre dezembro de 2017 e 2018, foram registradas em Campo Grande (15,46%), Brasília (14,76%) e Belo Horizonte (13,03%). As menores variações positivas ocorreram em Recife (2,53%) e Natal (3,09%).

Em dezembro de 2018, os preços médios do leite integral, tomate, pão francês, carne bovina de primeira, arroz agulhinha e batata, pesquisada na região Centro-Sul, apresentaram aumento na maior parte das cidades pesquisadas, na comparação com dezembro de 2017. Já o café em pó e o açúcar tiveram taxas negativas na maioria das capitais.

Tânia Garabini

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