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Estudo de empresa aponta Estado do Rio como o que tem a gasolina mais cara do país

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A última atualização do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referente ao mês de setembro desse ano, feita pela empresa Ticket Log, do grupo Edenred, sobre os preços dos combustíveis no país, registrou alta de 2,31% no valor médio da gasolina, e de 4,11% no valor médio do etanol, em relação ao mês de agosto.

O alto custo dos combustíveis fica ainda mais evidente quando comparados os preços médios registrados pelo aplicativo Gaspass nos postos de combustíveis de Cabo Frio, Macaé e Campos dos Goytacazes, 3 das principais cidades da região.

Mesmo estando na região com a maior produção de petróleo do Estado do Rio, que é o maior produtor de petróleo do país, a cidade de Macaé continua tendo uma das gasolinas mais caras do Brasil, com um preço médio de R$ 6,916, na avaliação do aplicativo que registra o preço de 41 postos de combustíveis da cidade.

Os valores são mais altos do que os preços médios da gasolina em Cabo Frio (R$ 6,853) e Campos (R$ 6,797) levando em conta os preços médios praticados pelos postos de combustíveis das duas cidades nos últimos 15 dias, base de cálculo para o aplicativo que registra preços em 153 postos de Campos e em 41 de Cabo Frio.

Os dados do aplicativo Gaspass ajudam a exemplificar as informações trazidas no IPTL, da Ticket Log, que, na avaliação por estados, aponta o Estado do Rio liderando o ranking da gasolina mais cara do Brasil, com um preço médio de R$ 6,675, que representa um aumento de 2,31% em comparação com agosto.

Segundo publicação da Frente Única dos Petroleiros (FUP), no site Brasil de Fato, do último domingo, 4, de janeiro a agosto de 2021, a gestão da Petrobras reajustou a gasolina em mais de 50% nas refinarias da empresa.

A FUP lembra que os frequentes aumentos de preço dos combustíveis no país se originaram na política de preços adotada pela gestão da Petrobras durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), e que foi agravada, segundo a FUP, no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com a venda de refinarias e outros ativos da Petrobras.

Apesar de a Petrobras garantir que os preços praticados nas refinarias não têm ligação com os preços finais, já que os postos têm autonomia para definir os preços das bombas, os índices de inflação de quase 10% do atual governo colaboram com as altas de preços não apenas nos combustíveis e derivados do petróleo, mas em toda a cadeia produtiva, como alimentos em outros produtos.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do país, apresenta alta de 9,68% nos últimos 12 meses, situação que piora entre os mais pobres, já que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos, registra alta de 10,42% no mesmo período, entre agosto de 2020 e agosto de 2021.

O índice feito pela Ticket Log traz ainda o aumento do etanol, que também tem preços médios bem elevados na região se comparado com os preços médios praticados no país, com Macaé de novo aparecendo como a cidade onde o combustível é mais caro (R$ 6,084), seguida de Cabo Frio (R$ 5,911) e Campos (R$ 5,390).

“Pelo 4º mês (setembro) consecutivo, o etanol apresenta médias acima de R$ 5,0000, e neste fechamento de mês liderou a maior alta entre todos os combustíveis. Quando analisamos o comparativo com o 1º mês do ano, o aumento no preço do etanol foi de 43%”, conta Douglas Pina, head de mercado urbano da Edenred Brasil.

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