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É a crise: 13° salário este ano é para pagar contas

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Quem pensava em guardar e investir optou por pagar contas atrasadas.

Tânia Garabini

Este ano, o tão esperado e desejado 13º salário chega e já tem destino final: o pagamento de dívidas, desde o IPVA, parcela do cartão de crédito à prestação da casa própria. Até mesmo os servidores públicos estão optando por pagar dívidas. Os economistas lembram que essa é a oportunidade para consumidores inadimplentes eliminarem ou, no mínimo, reduzirem o montante de uma dívida já assumida com juros mais altos, mas precisa ser feito com cautela. É claro que cada pessoa usa o 13º salário, como bem entender e julgar coerente. No entanto, quem não possui dívidas, é importante que guarde boa parte dele, para começar a formar reserva financeira e realizar mais sonhos, de agora em diante. Mas a decisão final deve ser tomada de maneira fria e calculista pelo trabalhador.

O primeiro passo é fazer um diagnóstico financeiro, ou seja, anotar todos os gastos ao longo de um mês, separando-os em categorias (alimentação, combustível, vestuário, etc.). Dessa forma, verá exatamente com o que está gastando cada centavo do dinheiro e onde está havendo excessos, para diminuí-los ou até cortá-los, se for o caso. Sabendo se é endividado, equilibrado ou investidor, é mais fácil descobrir o que fazer com o 13º.

Dinheiro extra não deve ser utilizado para quitar dívidas e nem fazer novas compras, mas sim para ser poupado para a realização dos sonhos, afinal, o correto é não depender de valores extras para pagar as contas, mas sim utilizar o orçamento que já possui. Apesar disso, boa parte da população ainda não é educada financeiramente, portanto o melhor a se fazer é ter conhecimento da situação financeira para tomar qualquer decisão.

A atendente odontológica, Débora Senna moradora de Rio das Ostras, não tem dúvidas do destino final desse adicional. “Pagar fatura do cartão de crédito que veio 985,00 e pagar o IPVA e DPVT da motocicleta”, que ela usa para ir ao trabalho em Barra de São João. A mesma medida será adotada pela servidora municipal, Ana Paula Guimarães. Segundo ela, boa parte de seus colegas quitarão valores em atraso.

“Muitos consumidores que estão com as contas no vermelho podem ter a chance de dar um fim à inadimplência financeira Isso vai possibilitar às pessoas que têm contas acumuladas quitarem suas dívidas ou parte dela e evitar que paguem juros do cartão de crédito, por exemplo,”, explica a professora de economia da Faculdade Mackenzie Rio, Michelle Nunes.

Poupar e investir

Há pessoas que estão em uma “zona de conforto”, ou seja, não devem, mas também não poupam. Melhor o trabalhador agir com consciência, pois um passo em falso pode levar ao endividamento e até a inadimplência, uma vez que não possui reserva financeira para se apoiar. O mais importante para este público é criar o hábito de poupar para se conquistar algo que realmente deseja, seja uma casa, um carro, uma viagem, um curso de especialização, dentre diversas outras coisas.

Para os investidores, mesmo que iniciantes, a melhor opção para utilizar o 13º é continuar investindo, tendo sempre um objetivo seja ele qual for. O dinheiro adicional pode ser poupado, investido (para render) e destinado para a realização de sonhos de curto prazo (a serem realizados em até um ano), médio prazo (de um a dez anos) e longo prazo (acima de dez anos).

 

Crédito: Divulgação


 

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