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Após seis meses de queda, cesta básica em Macaé sobe 0,27%

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É o primeiro aumento depois de uma queda de seis meses consecutivos, em comparação com março de 2016, cesta básica aumentou 2,59%

Daniela Bairros

Em março de 2017, o custo médio da cesta básica em Macaé registrou aumento de 0,27% em relação a fevereiro, ao atingir R$ 388,74. Esse foi o primeiro aumento depois de uma queda de seis meses consecutivos. Em relação ao mesmo período do ano passado, a cesta básica apresentou um aumento de 2,59%.

Segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), na comparação mensal, entre março de 2016 e fevereiro de 2017, seis produtos pesquisados registraram variações positivas do preço médio, sendo apenas dois deles superiores a 4%. A elevação do custo da cesta básica de Macaé é atribuída aos aumentos dos preços da batata (12,44%) e do tomate (13,08%). Os aumentos dos preços da batata e do tomate destoam da variação dos últimos doze meses, tendo a batata registrado uma redução de 33,17% e o tomate de 17,58, em relação a março do ano passado. Essa alta atual no preço desses produtos pode ser explicada pelas chuvas, que interromperam as colheitas, e o baixo preço na safra anterior, que fez com que o produtor diminuísse o plantio, fatores que reduzem a oferta e impactam no preço.

Sete itens apresentaram oscilação negativa do seu custo, mas apenas o feijão apresentou queda superior a 4%, de -9,92%, a maior queda do mês. Mas, em relação a março do ano passado, o preço médio do feijão apresentou um valor 24,81%,¨superior a março de 2017.

O custo da cesta básica de Macaé representou 90,13% do valor apurado no município do Rio de Janeiro (R$ 431,31) no mês de março. Durante este mês, o custo do conjunto de alimentos essenciais aumentou em 20 das 27 capitais brasileiras. As maiores altas foram registradas em algumas capitais do Nordeste: Teresina (3,90%), Natal (3,54%), Recife (3,53%), São Luís (2,77%) e João Pessoa (2,59%). As retrações mais expressivas foram observadas em Rio Branco (-2,19%) e Cuiabá (-1,14%).

A partir da cesta básica mais cara, que neste mês foi verificada na cidade de Porto Alegre (R$ 437,22), o DIEESE calcula o Salário Mínimo Necessário, ou seja, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. O valor calculado para o mês de dezembro foi de R$ 3.673,09, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937,00.

 

Crédito: Divulgação

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